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Deputados argentinos aprovam reforma de Milei para limitar emissão monetária
A reforma busca eliminar a possibilidade do Banco Central da Argentina de financiar o Tesouro por meio da emissão de moeda e assim pressionar a alta dos preços
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quarta-feira 26 um projeto de lei impulsionado pelo presidente Javier Milei que restringe a emissão monetária pelo Banco Central, com o objetivo de controlar a inflação.
Aprovada por 144 votos a favor, 109 contra e nove abstenções, a proposta agora seguirá para o Senado, onde o governo não dispõe de maioria.
“Muito obrigado aos deputados nacionais por apoiarem o projeto de reforma da Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA). Um passo fundamental para erradicar a inflação da vida dos argentinos de bem”, comemorou Milei na rede social X.
A reforma busca eliminar a possibilidade de a instituição financiar o Tesouro por meio da emissão de moeda e assim pressionar a alta dos preços.
“É missão primária e fundamental do Banco Central preservar o valor da moeda”, afirma o texto do projeto. Em outras palavras, trata-se de “tentar evitar uma inflação elevada”, explicou à AFP o economista Martín Kalos.
O combate à inflação é um dos principais pilares da gestão de Milei desde que assumiu o poder em 2023, quando a taxa anual de inflação estava na casa dos três dígitos. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses era de 33,8%, após os fortes cortes promovidos pelo ultraliberal.
A reforma aprovada pelos deputados elimina outros objetivos do Banco Central, como a promoção do emprego e do desenvolvimento econômico com equidade, diretrizes que haviam sido incorporadas durante os governos de Cristina Kirchner (2007-2015).
Caso a medida também seja aprovada pelo Senado, a instituição deixará de ter autoridade para direcionar crédito a setores específicos da economia.
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