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Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética

A medida surge em um contexto de pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética
Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética
Créditos: ADALBERTO ROQUE / AFP
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O governo de Cuba anunciou medidas de emergência nesta sexta-feira 6, entre elas a semana de trabalho de quatro dias nas empresas estatais e restrições à venda de combustíveis, diante da crise energética enfrentada pela ilha sob pressão dos Estados Unidos.

As políticas de pressão do presidente Donald Trump “nos levam a aplicar um conjunto de decisões, em primeiro lugar para garantir a vitalidade do nosso país, dos serviços fundamentais, sem renunciar ao desenvolvimento”, disse o vice-primeiro-ministro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, em um programa da TV estatal.

O dirigente, também ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, destacou que as medidas anunciadas foram aprovadas ontem em reunião do Conselho de Ministros, e que buscam “proteger e assegurar os serviços básicos à população”.

Entre as medidas, que entrarão em vigor segunda-feira 9, estão a restrição da venda de combustível, a redução das viagens de ônibus e trem entre províncias e o fechamento temporário de alguns hotéis e empresas estatais, bem como a redução da semana de trabalho para quatro dias (de segunda a quinta) e a adoção do teletrabalho.

Os horários escolares também serão reduzidos, e as universidades aplicarão um sistema de aulas semipresenciais.

Trump intensificou suas ameaças contra Cuba desde o ataque de 3 de janeiro à Venezuela, com o qual depôs Nicolás Maduro, principal aliado da ilha, e assumiu o controle do setor petrolífero venezuelano.

Além de cortar o fluxo de petróleo da Venezuela, assinou na semana passada um decreto que ameaça impor tarifas adicionais a qualquer país que forneça petróleo à ilha, e disse na segunda-feira que o México, que fornece petróleo a Cuba desde 2023, deixaria de fazê-lo.

Segundo Pérez-Oliva Fraga, o governo priorizará as atividades “que geram divisas”, e “o combustível [existente] é destinado à proteção dos serviços essenciais da população e às atividades econômicas imprescindíveis”.

No entanto, ele garantiu que serão mantidos os investimentos em energias renováveis, e que o país continuará seus esforços para aumentar a produção nacional de petróleo, que representa 30% do seu consumo.

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