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Covid-19: com alta de casos, Europa volta a ser ser epicentro da pandemia

Se nada for feito para bloquear o avanço das contaminações cerca de um milhão e meio de pessoas podem morrer da doença até fevereiro

Foto: Sergei SUPINSKY/AFP
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Apesar da alta taxa de vacinação, o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, afirmou nesta quinta-feira 4 que o ritmo de propagação da Covid-19 nos 53 países da Europa é “muito preocupante”. Segundo ele, se nada for feito para bloquear o avanço das contaminações cerca de um milhão e meio de pessoas podem morrer da doença até fevereiro.

Vários países europeus – entre eles a França e a Alemanha – além da maioria dos países do leste, registram aumentos diários de novos casos da doença e óbitos há cerca de um mês e meio. Em todo o continente, 250 mil contaminações e 3.600 mortos estão sendo contabilizados por dia. As hospitalizações mais do que dobraram em apenas uma semana, alertou a OMS.

“A maior parte das pessoas hospitalizadas e que morrem da doença não estão totalmente vacinadas”

A Rússia vive o pior cenário, com mais de 8.100 mortos nos últimos sete dias, seguida pela Ucrânia e a Romênia. Para a OMS, a nova onda de Covid-19 na Europa é resultado de diversos fatores: uma cobertura vacinal insuficiente e o relaxamento das medidas contra a doença. “A maior parte das pessoas hospitalizadas e que morrem da doença não estão totalmente vacinadas”, ressaltou Kluge. Em média, segundo a organização, apenas 47% das pessoas da região, que inclui os países europeus e da Ásia central, receberam duas doses da vacina.

O diretor da OMS Europa faz um apelo para que a população continue usando máscaras corretamente e respeite outras medidas, como o distanciamento social, lavagem de mãos e aeração reforçada. Segundo Hans Kluge, se o uso das máscaras na Europa chegar a 95% será possível salvar até 188 mil vidas. Desde o início da epidemia cerca de 1,4 milhão de pessoas morreram no continente vítimas da doença.

Situação é preocupante na Alemanha

Uma das situações mais preocupantes é constatada na Alemanha. O país registrou, nesta quinta-feira 4, um recorde de casos diários desde o surgimento da pandemia de coronavírus no país. Um total de 33.949 contaminações foram registradas em 24 horas, de acordo com o instituto de vigilância sanitária Robert Koch. O recorde anterior foi alcançado em dezembro de 2020, quando o país registrou 33.777 novos casos. Ao todo, a Alemanha acumula mais de 4,6 milhões de casos desde o início da pandemia no país. Segundo o governo, a quarta onda afeta, principalmente, os não vacinados, apesar de quase 70% da população estar totalmente vacinada.

Angela Merkel
Foto: Patrik Stollarz / AFP

A chanceler Angela Merkel, em final de mandato, disse estar “muito preocupada” com esta evolução e “muito triste” com o elevado número de pessoas com mais de 60 anos não vacinadas. Ela também advertiu contra o retorno “de uma certa despreocupação”, por parte dos alemães, em relação à Covid-19. O ministro da Saúde, Jens Spahn, pediu às autoridades de todas as regiões do país que endureçam as regras para os não vacinados, proibindo o acesso a determinados locais, ou encarecendo o valor do teste de PCR. Alguns, como a Saxônia e Baden-Wurttemberg, já adotaram novas medidas restritivas, ou devem anunciá-las em breve.

Máscara volta ser obrigatória em maioria das escolas francesas

Na França, com o recuo da epidemia, as autoridades determinaram o fim do uso da máscara para alunos a partir de seis anos, em 39 regiões, em 14 de outubro.

Mas, com o aumento do número de casos no país, ainda que mais moderado se comparado à Alemanha, o uso da proteção facial voltará a ser obrigatório nas escolas onde a taxa de incidência ultrapassa os 50 casos para 100 mil habitantes – acima desse limite a epidemia é considerada fora de controle. Na França, a retomada epidêmica foi confirmada em 18 de outubro. Mais de 10 mil casos foram registrados nas últimas 24 horas no país.

(Com informações da AFP)

RFI

RFI
Rádio pública francesa que produz conteúdo em 18 línguas, inclusive português. Fundada em 1931, em Paris.

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