Covid-19: Alemanha anuncia reabertura de todas as lojas e escolas

A chanceler alemã, Angela Merkel anunciou, na quarta-feira 6, novas medidas para o fim do confinamento na Alemanha

Créditos: INA FASSBENDER / AFP

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Mundo

Relativamente pouco afetada pela pandemia de coronavírus, a Alemanha começou a realizar a primeira etapa do fim da quarentena em 20 de abril. O governo e as autoridades regionais alemãs assinaram na quarta-feira 6 um acordo para passar a uma nova fase deste processo, permitindo a abertura de todas as lojas e escolas a partir da próxima semana.

Segundo o acordo, as medidas são possíveis porque, desde o início do fim gradual da quarentena, em 20 de abril, “o número de novas infecções” de coronavírus “permanece baixo” e não foi observada uma nova onda de contaminação. Desde o início da pandemia, a Alemanha registrou um balanço de vítimas reduzido em relação a outros países europeus: quase 7 mil mortos e cerca de 165 mil casos confirmados.

Respeitando as medidas de distanciamento social, todas as escolas – até mesmo do ensino primário e maternais – poderão reabrir. A Alemanha já havia autorizado as escolas do ensino médio a retomarem as atividades. No entanto, o acordo assinado na quarta-feira deixa a decisão da reinício das aulas nas universidades a cargo das autoridades regionais.

Todo o comércio também deve voltar a funcionar na próxima semana, com o respeito das medidas de higiene e o controle frequente para evitar não apenas aglomerações dentro dos estabelecimentos, como filas de espera fora dos locais. Até mesmo as grandes lojas com mais de 800 metros quadrados poderão reabrir, já que os pequenos negócios já estão funcionando.

A reabertura de restaurantes, cafés, bares e hotéis dependerá do aval do governo das 16 regiões da Alemanha. Algumas delas, como a Baviera, no sudeste do país, já tomaram essa decisão. As autoridades regionais também decidirão se vão autorizar a retomada das atividades em teatros, salas de shows, discotecas e academias de ginástica.

Por outro lado, o governo não prevê, por enquanto, a reabertura das fronteiras para deslocamentos ou viagens de férias. Além disso, Berlim também se diz disposta a determinar novas medidas de quarentena, caso o número de contaminações ultrapasse o limite de 50 infecções por 100 mil habitantes. No entanto, um novo confinamento, se ocorrer, será realizado em determinados locais e não mais de forma generalizada, regionalmente ou nacionalmente, como aconteceu nas últimas semanas.

Medidas “audaciosas”, segundo Merkel

Ao anunciar as medidas na quarta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a decisão é “audaciosa” e fez um apelo para que a população mantenha a prudência.

“Estamos em um momento em que nosso objetivo visando desacelerar a propagação do vírus foi atingido e conseguimos proteger nosso sistema de saúde. Foi então possível discutir e estabelecer novas medidas de relaxamento”, declarou Merkel. “Podemos nos permitir ser um pouco audaciosos, mas devemos nos manter prudentes”, reiterou.

Além da reabertura de todas as lojas e escolas, a chanceler anunciou também a permissão para encontros entre pessoas que não moram na mesma residência. Entre as obrigações que os alemães terão que continuar a cumprir, está a utilização de máscaras no espaço público, incluindo no comércio, nas empresas e nos transportes.

Campeonato de futebol reinicia no final de maio

A volta da Bundesliga está próxima: a Alemanha planeja autorizar ainda para maio o reinício de seu campeonato de futebol, mas sem a presença de torcedores. A competição foi interrompida pela pandemia do coronavírus em março.

A retomada dos jogos na 1ª e 2ª divisão, para “limitar danos econômico”, foi vista como “aceitável” a partir de uma data em maio ainda a ser definida. De acordo com a imprensa alemã, o dia mais provável para que partidas de futebol voltem a ser disputadas no país é 21 de maio.

 

Se confirmado, a Bundesliga será a primeira das grandes ligas europeias a voltar a competir. A França suspendeu definitivamente sua temporada na semana passada, enquanto Inglaterra, Espanha e Itália aguardam, na melhor das hipóteses, podem voltar a jogar em junho.

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