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Coronel toma posse como presidente de Madagascar após golpe de Estado

O ex-presidente Andry Rajoelina fugiu do país

Coronel toma posse como presidente de Madagascar após golpe de Estado
Coronel toma posse como presidente de Madagascar após golpe de Estado
O coronel do exército Michael Randrianirina foi empossado como presidente de Madagascar em 17 de outubro de 2025, poucos dias após uma tomada de poder militar que fez o ex-presidente Andry Rajoelina fugir e levantou alarme internacional sobre um novo golpe na ilha. Foto: RIJASOLO / AFP
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O coronel Michael Randrianirina tomou posse como presidente de Madagascar nesta sexta-feira 17, poucos dias após um golpe militar que obrigou o ex-presidente Andry Rajoelina a fugir do país.

A derrubada de Rajoelina, que fugiu da nação insular no leste da África e não teve o paradeiro revelado até o momento, aconteceu após um movimento de protesto iniciado por jovens em 25 de setembro devido à falta de água e energia elétrica.

Randrianirina, que liderou a unidade militar CAPSAT, que se amotinou e aderiu ao protesto dos manifestantes antigovernamentais no fim de semana passado, leu o juramento presidencial em uma cerimônia na sede do Supremo Tribunal da capital, Antananarivo.

“Hoje é um ponto de inflexão histórico para o nosso país. Com um povo repleto de fervor, impulsionado pelo desejo de mudança e um profundo amor por sua pátria, abrimos com alegria um novo capítulo na vida de nossa nação”, declarou Randrianirina.

A cerimônia, comandada pelo presidente do Tribunal Constitucional, contou com a presença de militares, políticos, representantes do movimento de protesto e várias delegações estrangeiras, incluindo as dos Estados Unidos, União Europeia, Rússia e França.

“Trabalharemos de mãos dadas com todas as forças vitais da nação para redigir uma boa Constituição (…) e aprovar novas leis eleitorais para a organização de eleições e referendos”, afirmou, agradecendo à juventude por liderar os protestos que derrubaram Rajoelina.

“Estamos comprometidos a romper com o passado”, acrescentou. “Nossa missão principal é reformar profundamente os sistemas de governança administrativa, socioeconômica e política do país”.

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