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Coreia do Norte pede ajuda para enfrentar crise alimentar

Escassez de alimentos nos anos 90 matou de fome, segundo diferentes estimativas, entre 250 mil e mais de 3 milhões de pessoas no país

O novo líder norte-coreano, Kim Jong-un, conseguiu frear, porém não completamente, o fluxo de refugiados do chamado
O novo líder norte-coreano, Kim Jong-un, conseguiu frear, porém não completamente, o fluxo de refugiados do chamado "paraíso de trabalhadores"
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A Coreia do Norte pediu ajuda a organizações humanitárias internacionais para enfrentar uma crise alimentar, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, dados fornecidos por Pyongyang sobre a produção de alimentos revelaram que devem faltar no país neste ano cerca de 1,4 milhão de toneladas de alimentos básicos, como trigo, arroz, batata e soja.

“O governo solicitou assistência das organizações humanitárias internacionais presentes no país para responder ao impacto da situação de segurança alimentar”, afirmou Dujarric.

O porta-voz informou que a ONU está em contato com as autoridades norte-coreanas para analisar o impacto que essa falta de comida pode ter na população mais vulnerável e atuar de forma rápida para suprir as necessidades humanitárias.

O país asiático foi palco nos anos 1990 de uma forte crise alimentar na qual, segundo diferentes estimativas, entre 250 mil e mais de 3 milhões de pessoas morreram de fome.

A Coreia do Norte é alvo de pesadas sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e de mísseis e, embora existam isenções humanitárias, muitos analistas reconhecem que as restrições contra o regime também afetam a população.

Leia também: Dez perguntas e respostas sobre a Coreia do Norte

Alguns países, entre eles a Rússia, pediram recentemente a suspensão de algumas dessas sanções para incentivar Pyongyang a avançar nas conversas para a desnuclearização com os Estados Unidos, que querem ver resultados concretos antes de continuar esse processo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, terão na semana que vem sua segunda reunião em Hanói, no Vietnã, com o objetivo de acertar uma “definição compartilhada” sobre a desnuclearização, depois de meses de estagnação nas negociações. Trump e Kim participaram em junho do ano passado de uma histórica cúpula em Cingapura.

Pyongyang e Washington permanecem tecnicamente em conflito desde a Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício assinado pelo Comando das Nações Unidas, apoiado pelos EUA, a Coreia do Norte e a China, e que nunca foi substituído por um tratado de paz.

Renata Ribeiro
Editora assistente do site de CartaCapital

Carta Capital

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