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Conselho Eleitoral da Venezuela concorda em ampliar auditoria de votos

Decisão atende pedido da oposição e estende auditoria a 100% dos votos. Capriles festeja anúncio e diz estar confiante de que a verdade será mostrada ao país

Conselho Eleitoral da Venezuela concorda em ampliar auditoria de votos
Conselho Eleitoral da Venezuela concorda em ampliar auditoria de votos
Foto: Raul Arboleda/ AFP
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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (19/04) que acatou o pedido do candidato da oposição nas eleições presidenciais, Henrique Capriles, e que será feita a auditoria de 100% dos votos eletrônicos das eleições de domingo passado.

“Depois de uma grande discussão para analisar o pedido, concordamos em estender a auditoria da verificação dos votos aos 46% que não foram auditados no dia da eleição”, disse a presidente do CNE, Tibisay Lucena. Ela justificou a decisão com a situação política excepcional que vive o país.

Minutos depois do anúncio do CNE, Capriles disse que apoia a decisão, que qualificou como um êxito dos seus eleitores. “Com isso, estamos onde queremos. O Comando Simón Bolívar [da campanha da oposição] aceita o que o CNE anunciou”, assinalou o candidato opositor. A auditoria do CNE, porém, não deverá ser tão completa quanto a exigida pela oposição.

“Com a auditoria, poderemos mostrar a verdade ao país”, disse o governador de 40 anos, lembrando que a análise das 12 mil caixas com comprovantes das urnas eletrônicas “com problemas” provará suas alegações. Ele pediu a seus seguidores que mantenham a calma e troquem as panelas usadas nos protestos por música.

O presidente eleito da Venezuela, o chavista Nicolás Maduro, toma posse nesta sexta-feira, em Caracas, com a presença das presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Argentina, Cristina Kirchner, e dos presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Bolívia, Evo Morales.

Maduro, que derrotou o rival Capriles por uma vantagem inferior a 2 pontos percentuais, já foi reconhecido pela quase totalidade dos países latino-americanos.

MAM/lusa/dpa/rtr

DW.DE

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