Mundo

Conselho de Segurança da ONU condena ataques no Catar, sem mencionar Israel

A declaração requer a unanimidade dos 15 países-membros, entre eles os Estados Unidos, aliado de Israel

Conselho de Segurança da ONU condena ataques no Catar, sem mencionar Israel
Conselho de Segurança da ONU condena ataques no Catar, sem mencionar Israel
Israel ataca líderes do Hamas no Catar em bombardeio criticado por Trump. Foto: Jacqueline PENNEY/AFPTV/AFP
Apoie Siga-nos no

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou nesta quinta-feira 11 os recentes ataques no Catar e pediu uma “desescalada”, embora tenha se abstido de mencionar Israel, segundo um comunicado.

O Conselho expressou “sua condenação aos recentes ataques em Doha, território mediador-chave” e ofereceu seu “apoio à soberania e integridade territorial do Catar”.

A declaração requer a unanimidade dos 15 países-membros, entre eles os Estados Unidos, aliado de Israel.

Os membros do Conselho expressaram sua “solidariedade com o Catar” e insistiram em seu “papel vital nos esforços de mediação na região, junto com o Egito e os Estados Unidos”.

O Conselho, que realizará uma reunião pública sobre esses ataques ainda nesta quinta-feira, destacou que “a libertação dos reféns, incluindo os assassinados pelo Hamas, e o fim da guerra e do sofrimento em Gaza devem continuar sendo a máxima prioridade”.

Desde o ataque sem precedentes do grupo islamista palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023, e as represálias israelenses na Faixa de Gaza, o Conselho de Segurança tem estado praticamente paralisado nesse assunto devido aos repetidos vetos, em particular dos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, declarou estar “muito descontente” com o ataque sem precedentes realizado por Israel no Catar na terça-feira, que tinha como alvo dirigentes do Hamas reunidos em um complexo residencial em pleno centro de Doha.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo