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Congresso peruano declara presidente da Colômbia ‘persona non grata’

Gustavo Petro comparou a postura da polícia peruano com tropas nazistas

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Congresso peruano declara presidente da Colômbia ‘persona non grata’
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na ONU. Foto: TIMOTHY A. CLARY/AFP
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O Congresso peruano declarou o presidente colombiano Gustavo Petro como “persona non grata” na noite de sexta-feira (17), devido às expressões do presidente sobre as semelhanças entre a polícia peruana e as tropas nazistas.

A moção, aprovada com 72 votos a favor, 29 contra e sete abstenções, indica que Gustavo Petro, presidente da Colômbia, é declarado “persona non grata” e insta o Executivo a “garantir” que o chefe de Estado colombiano “não entre no território nacional”.

No último fim de semana, Petro se referiu à mobilização e desfile de tropas feito pela polícia peruana no centro de Lima, enquanto sindicatos e organizações sociais se reuniram a poucos quarteirões de distância, para protestar contra a presidente Dina Boluarte.

“Eles marcham como nazistas contra seu próprio povo, quebrando a Convenção Americana de Direitos Humanos”, disse Petro em uma declaração.

Em resposta, o Parlamento peruano rejeitou o que considera “declarações inaceitáveis do senhor Petro, que constituem uma ofensa à Polícia Peruana, à República do Peru e, ao banalizar o Holocausto, constituem também uma ofensa a todo o povo judeu”.

“O que estamos fazendo é defender nossa Polícia Nacional (…). Ninguém pode ofender nossa polícia dizendo que são tropas nazistas”, disse a deputada peruana Maricarmen Alva, presidente da Comissão de Relações Exteriores.

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