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Congresso chileno aprova aumento do piso das aposentadorias

A medida prevê o reajuste do valor recebido por cerca de 1,6 milhão de pessoas, para que ‘recebam aposentadorias acima da linha de pobreza’

Manifestantes chilenas. Foto: Martin BERNETTI / AFP
Manifestantes chilenas. Foto: Martin BERNETTI / AFP
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O Congresso do Chile aprovou, nesta quarta-feira 04, o aumento gradual do piso das aposentadorias em até 50%, um projeto do governo para atender parte das demandas inseridas na onda de protestos que sacode o país desde outubro.

O projeto prevê o reajuste do valor recebido por cerca de 1,6 milhão de pessoas, para que “recebam aposentadorias acima da linha de pobreza”, destacou o Senado.

 

A lei prevê um aumento, a partir de dezembro, do piso de aposentadorias e pensões em 50% (de 130 para 207 dólares mensais) aos maiores de 80 anos. Para quem tem entre 75 e 79 anos, o reajuste será de 30%, e de 25% para os aposentados com menos de 75.

A partir de janeiro de 2022, o reajuste de 50% atingirá o total dos beneficiários.

A lei responde a uma das principais demandas dos chilenos que protestam nas ruas do país, onde o salário mínimo gira em torno de 400 dólares.

Na segunda-feira, o presidente Sebastián Piñera anunciou um pacote de medidas para reativar a economia totalizando 5,5 milhões de dólares. Na terça, criou um bônus único de cerca de 124 dólares para 1,3 milhão de famílias vulneráveis, o equivalente a um quarto do total de lares do país.

A ajuda extraordinária será paga apenas uma única vez em janeiro, assim como um bônus que é concedido todo ano em março às famílias mais pobres, em um mês em que o ano letivo começa no Chile e as despesas da família aumentam.

As medidas econômicas foram anunciadas após a retração da economia em outubro, com uma queda de 3,4% na atividade no mês em que começaram os protestos sociais que resultaram em 23 mortos.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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