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Conflito armado na Colômbia deixou mais de cinco milhões de vítimas

Segundo governo, 600 mil pessoas foram assassinadas e houve milhares de deslocados forçados no país

Conflito armado na Colômbia deixou mais de cinco milhões de vítimas
Conflito armado na Colômbia deixou mais de cinco milhões de vítimas
Mulher coloca retrato próximo aos restos mortais de um parente desaparecido na guerra civil colombiana. Foto: Raul Arboleda/AFP
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BOGOTÁ (AFP) – O conflito armado interno vivido pela Colômbia há cerca de meio século deixou mais de cinco milhões de vítimas. Destas, 600 mil foram assassinadas, segundo estimativas do governo, divulgadas na quinta-feira 27.

A cifra não revela, porém, a magnitude do drama, advertiu Paula Gaviria, diretora da Unidade para a Atenção e a Reparação Integral de Vítimas do conflito armado. O organismo é encarregado de aplicar uma lei neste sentido, aprovada em junho de 2011. “Há uma subnotificação impressionante”, disse, explicando que a partir da lei, as vítimas começaram a denunciar seus casos.

“Até agora temos casos registrados desde 1974”, acrescentou. Ela destacou que por causa da complexidade do conflito armado e sua antiguidade é muito difícil ter um número de sobreviventes ou mortos.

Do total calculado, 40% (2 milhões) correspondem a vítimas da guerrilha e 25% (1,2 milhão) de grupos paramilitares, disse Gaviria. Mas, para ela, as cifras não são absolutas porque os denunciantes não são forçados a declarar qual foi o grupo agressor e em muitos casos desconhecem a organização responsável.

As principais causas de que se dizem vítimas são o deslocamento forçado, o sequestro, a violência sexual, o recrutamento infantil e as minas antipessoais.

Após a violência política que a Colômbia viveu nos anos 1950, a partir dos 60 o país entrou em um conflito armado com o aparecimento das guerrilhas comunistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN).

O confronto armado destas guerrilhas contra o Estado se agravou com o surgimento dos cartéis do narcotráfico a partir dos anos 1970 e na década seguinte com grupos paramilitares de extrema direita que travaram uma luta sangrenta contra estas guerrilhas. A maior parte dos paramilitares se desmobilizou em uma negociação com o governo anterior do presidente Álvaro Uribe (2002-2010), mas subsistem redutos vinculados ao narcotráfico.

Agora, o presidente Juan Manuel Santos participará, a partir de 8 de outubro, de uma negociação de paz com as Farc. As conversas serão celebradas na Noruega e Cuba, com a esperança de um bom resultado ao final de um ano.

Leia mais em AFP Movel.

BOGOTÁ (AFP) – O conflito armado interno vivido pela Colômbia há cerca de meio século deixou mais de cinco milhões de vítimas. Destas, 600 mil foram assassinadas, segundo estimativas do governo, divulgadas na quinta-feira 27.

A cifra não revela, porém, a magnitude do drama, advertiu Paula Gaviria, diretora da Unidade para a Atenção e a Reparação Integral de Vítimas do conflito armado. O organismo é encarregado de aplicar uma lei neste sentido, aprovada em junho de 2011. “Há uma subnotificação impressionante”, disse, explicando que a partir da lei, as vítimas começaram a denunciar seus casos.

“Até agora temos casos registrados desde 1974”, acrescentou. Ela destacou que por causa da complexidade do conflito armado e sua antiguidade é muito difícil ter um número de sobreviventes ou mortos.

Do total calculado, 40% (2 milhões) correspondem a vítimas da guerrilha e 25% (1,2 milhão) de grupos paramilitares, disse Gaviria. Mas, para ela, as cifras não são absolutas porque os denunciantes não são forçados a declarar qual foi o grupo agressor e em muitos casos desconhecem a organização responsável.

As principais causas de que se dizem vítimas são o deslocamento forçado, o sequestro, a violência sexual, o recrutamento infantil e as minas antipessoais.

Após a violência política que a Colômbia viveu nos anos 1950, a partir dos 60 o país entrou em um conflito armado com o aparecimento das guerrilhas comunistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN).

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