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Condenado por investigar

A Suprema Corte suspende o juiz Baltasar Garzón por 11 anos

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Em 9 de fevereiro, a Suprema Corte chegou a um veredicto sobre o primeiro dos três processos contra o juiz Baltasar Garzón e o julgou culpado de prejudicar o direito de defesa, ao ordenar a gravação das conversações na prisão de advogados com corruptores acusados de pagar propinas a políticos do Partido Popular, hoje no governo. O juiz defendeu-se dizendo que julgou que os advogados receberiam instruções sobre lavagem do dinheiro em questão. A lei espanhola permite explicitamente tais gravações no que se refere a terroristas, mas é obscura quanto a outras situações.

Garzón, de 56 anos, será proibido de exercer atividades de juiz por 11 anos, além de pagar multa de 2,5 mil euros. Restam ainda dois processos, um por ter arquivado um caso contra o presidente- do Santander, Emilio Botín, alegadamente em troca por esse banco ter patrocinado cursos dados por Garzón na Universidade de Nova York.

O terceiro, mais rumoroso, o acusa de violação da Lei da Anistia ao investigar os crimes do franquismo. Este serviu ao menos para dar a sobreviventes e a parentes de vítimas da ditadura franquista sua primeira oportunidade de testemunhar ante o Supremo Tribunal sobre massacres e violações de direitos humanos. Seja qual for o desfecho, nesse aspecto não será frustrada a luta de Garzón por reabrir o debate e evitar que essas atrocidades sejam esquecidas.

Em 9 de fevereiro, a Suprema Corte chegou a um veredicto sobre o primeiro dos três processos contra o juiz Baltasar Garzón e o julgou culpado de prejudicar o direito de defesa, ao ordenar a gravação das conversações na prisão de advogados com corruptores acusados de pagar propinas a políticos do Partido Popular, hoje no governo. O juiz defendeu-se dizendo que julgou que os advogados receberiam instruções sobre lavagem do dinheiro em questão. A lei espanhola permite explicitamente tais gravações no que se refere a terroristas, mas é obscura quanto a outras situações.

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