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Como os americanos avaliam a agressão à Venezuela, segundo pesquisa Reuters/Ipsos
O levantamento aponta uma profunda divisão no país
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira 5 aponta uma profunda divisão entre os norte-americanos na avaliação do ataque do último sábado 3 contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Eles foram levados a Nova York e irão a julgamento.
Segundo o levantamento, 33% aprovam a remoção de Maduro pelos Estados Unidos, enquanto 34% a desaprovam e 32% estão indecisos. O instituto ouviu 1.248 norte-americanos entre o domingo 4 e esta segunda. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
A maioria expressou preocupação com o risco para a vida de militares americanos (74%), com o envolvimento excessivo dos Estados Unidos na situação na Venezuela (72%) e com os custos financeiros desse envolvimento (69%).
Para 41%, a remoção de Maduro tornará a Venezuela mais estável a longo prazo (ante 30% que projetam um país menos estável). Na mesma linha, 38% estimam que as ações dos Estados Unidos melhorarão a qualidade de vida da população venezuelana (para 21%, piorarão).
A pesquisa mostra que 51% dos americanos concordam em alguma medida com a afirmação de que os Estados Unidos “realizaram ataques militares contra a Venezuela para obter maior acesso ao petróleo venezuelano”, ante 23% que discordam em algum grau.
O placar é mais equilibrado quanto à afirmação de que os Estados Unidos realizaram ataques militares contra a Venezuela para reduzir o narcotráfico: 41% concordam, 34% discordam.
A sondagem Reuters/Ipsos captou também que para 65% dos norte-americanos, as Forças Armadas do país só deveriam se envolver em conflitos quando os Estados Unidos enfrentarem uma ameaça direta e iminente.
Há, por fim, um apoio limitado à ideia de que o país deveria ter uma “política de domínio nos assuntos do Hemisfério Ocidental”: 26% concordam com a afirmação, 39% discordam dela e 32% estão indecisos.
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