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Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas dos Jogos Olímpicos

A regra entra em vigor a partir da próxima edição dos Jogos, em Los Angeles, 2028

Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas dos Jogos Olímpicos
Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas dos Jogos Olímpicos
A abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foto: Jeff Pachoud/AFP
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma política para impedir a participação de atletas trans em competições. Na prática, atletas transgênero passam a ser elegíveis somente para as categorias masculinas. A regra entra em vigor a partir da próxima edição dos Jogos Olímpicos, em Los Angeles, 2028.

A política ainda prevê que as atletas da categoria feminina passem por um teste genético para comprovar a não prevalência de gene masculino. O COI tornará obrigatório o teste para o gene SRY, localizado no cromossomo Y. A testagem seria feita apenas uma vez na carreira. A medida havia sido abandonada em 1996.

O Comitê justificou que a política é uma medida de proteção às atletas femininas, e que foi desenvolvida a partir de uma base científica. E que o sexo masculino oferece uma vantagem de desempenho em todos os esportes e eventos que dependem de força, poder e resistência.

“Nos Jogos Olímpicos, mesmo as menores margens podem ser a diferença entre vitória e derrota. Então, é absolutamente claro que não seria justo que os machos biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes simplesmente não seria seguro”, declarou a presidente do COI, Kirsty Coventry.

A medida se alinha à política vigente no país que vai receber a próxima edição dos Jogos, os Estados Unidos. Desde que voltou à Casa Branca, o presidente Donald Trump intensificou a campanha ostensiva contra pessoas trans, com especial dedicação ao esporte.

Trump assinou em 2025 uma ação executiva que proíbe mulheres trans no esporte feminino. À época, o presidente dos EUA chegou a dizer que o Secretário de Estado Marco Rubio informaria ao COI que eles deveriam rejeitar a “loucura transgênero”.

O líder dos EUA também declarou que a participação de mulheres transgênero nos esportes seria “degradante, injusta e perigosa para mulheres e meninas, e lhes nega a igualdade de oportunidades para participar e se destacar em esportes competitivos”. Apesar do contexto, a presidente do COI negou que tenha havido influência de Trump na nova política de gênero do Comitê.

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