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Comitê da OMS recomenda dose extra de vacina anticovid para imunodeprimidos

Pessoas com 60 anos ou mais que se vacinaram com a Coronavac também devem tomar 3ª dose

Foto: Fred TANNEAU/AFP
Foto: Fred TANNEAU/AFP

Um comitê de especialistas da OMS recomendou nesta segunda-feira 11 dar uma dose adicional da vacina anticovid a pessoas “moderadamente ou severamente imunodeprimidas”, uma recomendação que vale para todas as vacinas aprovadas pela agência da ONU.

 

Os especialistas da OMS tiveram o cuidado de explicar nesta segunda que não se tratava de recomendar uma terceira dose para a população em geral, para a qual a organização continua recomendando uma moratória até o final do ano, para liberar as doses e distribuí-las aos países onde a taxa de vacinação permanece baixa.

“A recomendação que estamos dando agora é que as pessoas imunodeprimidas recebam uma dose adicional” para provocar uma resposta imunológica ao nível de proteção necessário para impedi-las de desenvolver formas graves da doença que requerem hospitalização ou causam a morte, explicou a Dra. Kate O’Brien, diretora do Departamento de Imunização da OMS.

As pessoas imunodeprimidas – cujo sistema de defesa do corpo não é suficientemente forte – foram excluídas dos ensaios clínicos que permitiram determinar os protocolos de vacinação.

“Esta terceira dose (as vacinas autorizadas pela OMS requerem 2 doses iniciais com exceção da vacina Janssen que requer apenas uma nota) deve ser esparsada da segunda por um a três meses”, explicou O’Brien.

O mesmo comitê considerou que uma terceira dose, para pessoas com 60 anos ou mais, é necessária para pacientes que foram imunizados com vacinas anticovid das empresas chinesas Sinovac e Sinopharm.

A terceira dose pode ser outra vacina de outro tipo, disse o comitê SAGE da OMS em coletiva de imprensa

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