Mundo
Colômbia reforça a segurança de candidata após ameaças de morte
Paloma Valencia aparece em terceiro lugar na maioria das pesquisas, lideradas por Iván Cepeda, um dirigente do governismo
O governo da Colômbia reforçou neste domingo 12 a segurança de uma das principais candidatas de oposição à Presidência, depois que ela denunciou ameaças de morte a menos de dois meses das eleições.
Paloma Valencia, a candidata do partido de direita Centro Democrático para o pleito de 31 de maio, divulgou uma imagem que circula nas redes sociais na qual aparece sua fotografia ao lado da frase “Descanse em paz”.
Esta campanha é marcada pelo assassinato, no ano passado, do senador Miguel Uribe, que pretendia ser o candidato presidencial desse mesmo movimento para suceder Gustavo Petro (de esquerda).
O governo criticou as ameaças contra Valencia, uma senadora de 48 anos que aparece em terceiro lugar na maioria das pesquisas, lideradas por Iván Cepeda, um dirigente do governismo.
“As autoridades estão atuando para esclarecer os fatos e reforçar a proteção” da candidata, escreveu no X o ministro do Interior, Armando Benedetti.
A Colômbia vive sua pior crise de violência desde o desarmamento da guerrilha marxista Farc após a assinatura da paz em 2016.
Uma dissidência das Farc é suspeita de ter ordenado o atentado a tiros em Bogotá contra Miguel Uribe, muito próximo de Valencia.
A candidata sustentou que as ameaças contra ela “evidenciam uma deterioração preocupante do ambiente democrático no país”.
Na Colômbia operam vários grupos armados que, de acordo com especialistas, se fortaleceram durante o governo de Petro, que tentou sem sucesso negociar a paz.
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