…

Clinton visita Pequim em meio a tensões regionais

Mundo

PEQUIM (AFP) – A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, foi recebida nesta quarta-feira 4 em Pequim pelo presidente Hu Jintao, em meio ao ressurgimento das tensões entre a China e seus vizinhos por disputas territoriais.

Ao receber Clinton no Grande Palácio do Povo, na Praça Tiananmen, no coração de Pequim, Hu saudou os esforços de Clinton “para fazer avançar a relação entre China e Estados Unidos”.

Após recordar os 12 encontros entre o chefe de Estado chinês e o presidente americano, Barack Obama, a secretária de Estado respondeu: “pensamos que a relação entre China e Estados Unidos repousa sobre bases sólidas”.

“Somos capazes de evocar os temas de consenso e divergência de maneira muito aberta”, destacou Clinton.

A chefe da diplomacia americana convidou as autoridades chinesas a negociar com os países do sudeste asiático um acordo diplomático que permita prevenir uma eventual escalada nas disputas de soberania no Mar da China meridional.

“Estimamos ser do interesse comum que China e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) lancem um processo diplomático com o objetivo de criar um código de conduta”, declarou Clinton.

Em uma entrevista coletiva conjunta, o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi, respondeu que “a liberdade de navegação” no mar da China meridional “está garantida.

A visita ocorre em um momento de tensão entre Tóquio e Pequim envolvendo as ilhas Senkaku, no Mar da China meridional, um arquipélago reivindicado pelos dois países.

Segundo a imprensa em Tóquio, o governo japonês fechou com a família local a compra, por 26 milhões de dólares, das ilhas Senkaku, que Pequim chama de Diaoyu.

Este grupo de ilhas está no centro da atual deterioração das relações entre os dois países e o primeiro-ministro japonês deve comunicar formalmente à China a compra do arquipélago durante a próxima assembleia geral das Nações Unidas, ainda em setembro.

As relações entre China e Japão se deterioraram em agosto, depois que ativistas pró-chineses desembarcaram em uma das ilhas Senkaku e foram detidos e expulsos pelas autoridades japonesas.

Este área é estratégica porque inclui vías marítimas internacionais muito movimentadas. Um conflito na região, cenário frequente de tensão, poderia resultar em consequências devastadoras para o comércio mundial.

Pequim reivindica a soberania da totalidade do mar da China meridional, incluindos zonas próximas às costas dos países da região (Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei).

Este mar é rico em recursos pesqueiros e pode conter importantes reservas de gás e petróleo.

Leia mais em AFP Móvel

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem
…

Clinton visita Pequim em meio a tensões regionais

Mundo

PEQUIM (AFP) – A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, foi recebida nesta quarta-feira 4 em Pequim pelo presidente Hu Jintao, em meio ao ressurgimento das tensões entre a China e seus vizinhos por disputas territoriais.

Ao receber Clinton no Grande Palácio do Povo, na Praça Tiananmen, no coração de Pequim, Hu saudou os esforços de Clinton “para fazer avançar a relação entre China e Estados Unidos”.

Após recordar os 12 encontros entre o chefe de Estado chinês e o presidente americano, Barack Obama, a secretária de Estado respondeu: “pensamos que a relação entre China e Estados Unidos repousa sobre bases sólidas”.

“Somos capazes de evocar os temas de consenso e divergência de maneira muito aberta”, destacou Clinton.

A chefe da diplomacia americana convidou as autoridades chinesas a negociar com os países do sudeste asiático um acordo diplomático que permita prevenir uma eventual escalada nas disputas de soberania no Mar da China meridional.

“Estimamos ser do interesse comum que China e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) lancem um processo diplomático com o objetivo de criar um código de conduta”, declarou Clinton.

Em uma entrevista coletiva conjunta, o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi, respondeu que “a liberdade de navegação” no mar da China meridional “está garantida.

A visita ocorre em um momento de tensão entre Tóquio e Pequim envolvendo as ilhas Senkaku, no Mar da China meridional, um arquipélago reivindicado pelos dois países.

Segundo a imprensa em Tóquio, o governo japonês fechou com a família local a compra, por 26 milhões de dólares, das ilhas Senkaku, que Pequim chama de Diaoyu.

Este grupo de ilhas está no centro da atual deterioração das relações entre os dois países e o primeiro-ministro japonês deve comunicar formalmente à China a compra do arquipélago durante a próxima assembleia geral das Nações Unidas, ainda em setembro.

As relações entre China e Japão se deterioraram em agosto, depois que ativistas pró-chineses desembarcaram em uma das ilhas Senkaku e foram detidos e expulsos pelas autoridades japonesas.

Este área é estratégica porque inclui vías marítimas internacionais muito movimentadas. Um conflito na região, cenário frequente de tensão, poderia resultar em consequências devastadoras para o comércio mundial.

Pequim reivindica a soberania da totalidade do mar da China meridional, incluindos zonas próximas às costas dos países da região (Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei).

Este mar é rico em recursos pesqueiros e pode conter importantes reservas de gás e petróleo.

Leia mais em AFP Móvel

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem