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China denuncia acusações dos EUA sobre base de espionagem em Cuba

Segundo o ‘Wall Street Journal’, haveria um acordo entre Cuba e China para a instalação de uma estação de escuta telefônica na ilha caribenha

China denuncia acusações dos EUA sobre base de espionagem em Cuba
China denuncia acusações dos EUA sobre base de espionagem em Cuba
Xi Jinping e Joe Biden Fotos: GREG BAKER e Nicholas Kamm / AFP
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A China criticou nesta sexta-feira (9) os “rumores” dos Estados Unidos sobre um suposto acordo que permitiria a Pequim instalar uma base de espionagem chinesa em Cuba e pediu a Washington que “pare de interferir nos assuntos internos” da ilha.
Esta informação, do Wall Street Journal e do canal CNN, com base em fontes anônimas dos Estados Unidos, foi descrita por Havana como “mentirosa e infundada”. A Casa Branca afirmou que “não era exata”.
A diplomacia chinesa acusou os Estados Unidos, nesta sexta-feira, de espalhar informações falsas.
“Como todos sabemos, espalhar boatos e calúnias é uma tática comum dos Estados Unidos e é sua marca registrada interferir deliberadamente nos assuntos internos de outros países”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.
“Os Estados Unidos têm de refletir sobre si mesmos, parar de interferir nos assuntos internos de Cuba sob o pretexto da liberdade, da democracia e dos direitos humanos, e levantar imediatamente o embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba”, acrescentou.
Segundo The Wall Street Journal, existe um acordo entre Cuba e China para a instalação de uma estação de escuta telefônica na ilha caribenha, a cerca de 200 quilômetros da costa da Flórida, onde estão localizadas importantes bases militares dos Estados Unidos.
Durante a Guerra Fria, os soviéticos mantiveram por décadas a base de espionagem eletrônica de Lourdes, perto de Havana, que foi fechada em 2001 pelo presidente russo, Vladimir Putin.
A publicação dessas informações ocorre em um contexto de tensão nas relações entre China e Estados Unidos em várias áreas: comércio bilateral, rivalidade no setor tecnológico e posição de Washington sobre Hong Kong e Taiwan.

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