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China acusa EUA de “espalharem pânico” com sua reação ao coronavírus

Washington proibiu a entrada de todos os não residentes procedentes da China e recomendou a seus cidadãos que evitem viajar ao país asiático

China acusa EUA de “espalharem pânico” com sua reação ao coronavírus
China acusa EUA de “espalharem pânico” com sua reação ao coronavírus
Foto: Anthony WALLACE / AFP
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A China criticou duramente, nesta segunda-feira 03, o governo dos Estados Unidos por ter iniciado restrições contra cidadãos chineses em consequência da epidemia do novo coronavírus, acusando Washington de “criar e espalhar o pânico”.

O governo americano “foi o primeiro a retirar os funcionários do consulado em Wuhan, a mencionar a retirada parcial dos funcionários da embaixada e a impor uma proibição de entrada no território aos visitantes chineses”, disse Hua Chunying, porta-voz da diplomacia de Pequim.

“Não param de criar e espalhar o pânico, o que dá um exemplo muito ruim”, completou, durante uma apresentação na rede social chinesa WeChat.

Washington proibiu a entrada em território americano de todos os não residentes procedentes da China e recomendou a seus cidadãos que evitem viajar ao país asiático ou abandonem o país.

A medida afeta muitos chineses e estrangeiros, que estão  impossibilitados de voltar a seus postos de trabalho, a suas universidades ou de fazer turismo nos Estados Unidos.

“O governo americano não nos deu até agora nenhuma ajuda substancial”, disse Hua, antes de acrescentar que a China já recebeu insumos médicos de vários países, como França, Japão, Turquia, Paquistão, Irã, Rússia e Reino Unido.

A China precisa de maneira urgente de máscara e outros produtos médicos, como óculos e trajes de proteção, para enfrentar a epidemia do novo coronavírus, destacou a porta-voz.

A epidemia na China já provocou a morte de mais de 360 pessoas e o contágio de mais de 17.000, de acordo com o balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira pelas autoridades do país.

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