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Chefe da inteligência ucraniana ameaça intensificar ataques na Rússia

Nos últimos meses, Kiev atacou instalações de petróleo e gás na Rússia, após uma série de ataques de Moscou contra infraestruturas de energia ucranianas

Soldado ucraniano no front da guerra. Foto: Aris Messinis / AFP
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O diretor do Serviço Ucraniano de Inteligência (GUR), Kyrylo Budanov, ameaçou intensificar os ataques contra infraestruturas na Rússia e pediu a entrega de caças americanos A-10 ao país.

“O número de ataques contra infraestruturas russas provavelmente aumentará (…) Penso que este plano pode incluir todas as principais infraestruturas críticas e militares da Rússia”, afirmou Budanov em sua conta na rede social Telegram.

Nos últimos meses, Kiev atacou instalações de petróleo e gás na Rússia, após uma série de ataques de Moscou contra infraestruturas de energia ucranianas.

A Ucrânia reivindicou no mês passado ataques com drones contra instalações na região de Leningrado, perto de São Petersburgo.

Na madrugada de quarta-feira, o GUR utilizou um drone para atacar uma refinaria em São Petersburgo, a 1.000 quilômetros da fronteira ucraniana.

“A população civil russa vê finalmente a realidade da guerra. Observa depósitos de petróleo em chamas, fábricas destruídas (…) tudo isso é útil”, argumentou Budanov.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que derrubou 11 drones ucranianos durante um ataque na madrugada desta quinta-feira.

O diretor do GUR também afirmou a entrega de caças americanos A-10 ajudaria a Ucrânia a “infligir uma derrota militar” à Rússia, a poucos dias do aniversário de dois anos da invasão ordenada pelo Kremlin (24 de fevereiro).

“Os aviões de ataque A-10 poderiam fortalecer consideravelmente as capacidades da linha de frente da Ucrânia”, disse Budanov.

O governo dos Estados Unidos é o principal apoio militar e financeiro de Kiev, mas o último pacote de ajuda permanece bloqueado no Congresso por divergências entre democratas e republicanos.

Os comentários de Budanov coincidem com uma reunião de cúpula extraordinária da UE em Bruxelas, na qual o bloco de 27 países tentará desbloquear um pacote de ajuda para a Ucrânia de 50 bilhões de euros.

O pacote está congelado atualmente devido à oposição da Hungria. O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban é o político mais próximo ao presidente russo Vladimir Putin dentro da UE.

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