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Chanceler da Dinamarca diz ter tido conversas ‘muito construtivas’ com EUA sobre Groenlândia

As conversas ocorrem depois de o presidente Donald Trump ter recuado na semana passada em suas ameaças de se apoderar da ilha

Chanceler da Dinamarca diz ter tido conversas ‘muito construtivas’ com EUA sobre Groenlândia
Chanceler da Dinamarca diz ter tido conversas ‘muito construtivas’ com EUA sobre Groenlândia
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen. Foto: Emil Nicolai Helms/Ritzau Scanpix /AFP
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O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse nesta quinta-feira 29 que está “mais otimista” após conversas “muito construtivas” com os Estados Unidos sobre a Groenlândia.

“Tivemos ontem [quarta-feira] a primeira reunião de alto nível em Washington sobre o tema groenlandês”, disse Rasmussen antes de um encontro da UE em Bruxelas.

“Correu bem, em um ambiente e tom muito construtivos, e novas reuniões estão sendo planejadas”, assegurou.

“Não é que as coisas estejam resolvidas, mas estão bem”, disse Rasmussen, que acrescentou: “Hoje estou um pouco mais otimista do que há uma semana”.

As conversas ocorrem depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter recuado na semana passada em suas ameaças de se apoderar da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, membro da UE e da Otan.

“Houve um desvio. As coisas estavam escalando, mas agora voltamos ao bom caminho”, disse o diplomata dinamarquês.

As ameaças de Trump sobre a Groenlândia mergulharam a Otan em sua pior crise em anos. No entanto, Trump deixou a ideia de lado após afirmar que havia alcançado um “acordo-quadro” com o chefe da Otan, Mark Rutte, para garantir uma maior influência americana.

“Eu disse em muitas ocasiões que, é claro, compartilhamos as preocupações de segurança dos Estados Unidos com relação ao Ártico; isso é algo que queremos resolver em estreita cooperação”, disse Rasmussen.

Como parte do compromisso com Washington, espera-se que a Otan reforce suas atividades no Ártico.

Dinamarca e Groenlândia poderão ainda renegociar com o governo Trump um tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.

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