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Cerca de 15 mil enfermeiros entram em greve em Nova York

Esta é a maior greve da categoria na história da cidade, segundo o sindicato

Cerca de 15 mil enfermeiros entram em greve em Nova York
Cerca de 15 mil enfermeiros entram em greve em Nova York
Photo by TIMOTHY A. CLARY / AFP Nurses gather as they strike outside Mount Sinai Hospital in New York on January 12, 2026. According to US media reports, nearly 15,000 nurses went on strike Monday morning after no agreement was reached ahead of the deadline for contract negotiations.
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Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira 12 em três dos principais hospitais privados da cidade de Nova York para denunciar suas condições de trabalho, especialmente em questões de segurança e benefícios sociais.

As autoridades decretaram estado de emergência devido à paralisação, que, segundo o site da Associação de Enfermeiros do Estado de Nova York (NYSNA, na sigla em inglês), foi decidida após o impasse nas negociações por um novo contrato, depois de meses de conversas.

Esta é a maior greve da categoria na história da cidade, segundo o sindicato.

“Executivos gananciosos dos hospitais decidiram colocar os lucros acima de um atendimento seguro aos pacientes”, afirmou Nancy Hagans, presidente da NYSNA.

Os grevistas montaram piquetes em frente a unidades do NewYork-Presbyterian, do Montefiore Bronx e do Mount Sinai.

Os grupos hospitalares afetados deram alta ou transferiram pacientes, cancelaram alguns procedimentos cirúrgicos e recorreram a contratações temporárias.

“Estamos preparados para continuar prestando atendimento aos pacientes durante toda a greve”, prometeu o grupo Mount Sinai, que classificou como “extremas” as reivindicações da NYSNA e disse que “não pode aceitá-las”.

O prefeito de esquerda de Nova York, Zohran Mamdani, um socialista eleito pelo Partido Democrata, manifestou apoio aos enfermeiros.

“Vemos o trabalho que realizam, acreditamos que esse trabalho merece ser reconhecido e estamos ao lado deles nesta luta”, declarou, instando as partes a “retornarem imediatamente à mesa de negociações” e a “negociarem de boa-fé”.

Em janeiro de 2023, cerca de 7 mil enfermeiros fizeram greve por três dias e acabaram conquistando medidas para enfrentar a falta de pessoal.

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