Mundo
Candidato da extrema-direita foi o mais votado entre eleitores portugueses no Brasil
Apesar do resultado no País, André Ventura perdeu a disputa geral para António José Seguro
Apesar de ter sido derrotado por António José Seguro nas eleições para a Presidência de Portugal, o líder da extrema-direita André Ventura foi o mais votado entre os eleitores que vivem no Brasil.
Ventura somou 4.269 votos entre os eleitores que foram aos consulados de Portugal no Brasil no último domingo, enquanto Seguro recebeu exatos 3 mil votos – o candidato de extrema-direita somou, assim, 58,73% da preferência, contra 41,27% do socialista.
Houve ainda 33 votos nulos e seis em branco. No total, 7.308 eleitores portugueses compareceram aos locais de votação no Brasil, o que representa uma abstenção de 97,6% (o universo total de eleitores inscritos é de 303,6 mil pessoas). Apesar de alta, foi uma abstenção menor que a do primeiro turno, quando Ventura também foi o preferido dos eleitores portugueses que vivem no Brasil.
Nas Américas
No conjunto das Américas, Ventura também levou a melhor sobre o presidente eleito. Somou 7.877 votos entre os eleitores portugueses que compareceram às urnas no continente, contra 5.318 de Seguro. Foram computados votos em consulados de nove países americanos, além do Brasil.
O candidato de extrema-direita venceu também na Argentina (107 votos a 84), no Canadá (1.128 a 565), nos Estados Unidos (877 a 850) e na Venezuela (1.356 a 609).
Seguro foi o vencedor entre os portugueses que vivem no Chile (25 a 21), na Colômbia (119 a 96), no Panamá (26 a 9), no Peru (12 a 4) e no Uruguai (28 a 10).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



