Mundo
Brasil e cerca de 20 países denunciam que estratégia de Israel na Cisjordânia é ‘anexação de fato’
Desde o início do mês, Israel anunciou vários planos para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia, um território que ocupa desde 1967
Cerca de 20 países, incluindo Brasil, França, Espanha e vários Estados muçulmanos, condenaram nesta segunda-feira 23 com firmeza as últimas medidas tomadas por Israel para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia e declararam que essa estratégia constitui uma tentativa de “anexação de fato”.
A decisão de Israel de alterar o registro de terras na Cisjordânia para que possam ser classificadas como “propriedade do Estado” israelense, e de aumentar os assentamentos ilegais, “faz parte de uma trajetória clara que tem como objetivo mudar a realidade no terreno e avançar rumo a uma anexação de fato inaceitável”, afirmaram os países em uma declaração conjunta.
“Essas ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade de um Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados”, acrescentaram os signatários.
Desde o início do mês, Israel anunciou vários planos para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia, um território que ocupa desde 1967, incluindo áreas que estão sob controle da Autoridade Palestina em virtude dos Acordos de Oslo assinados por israelenses e palestinos na década de 1990 e hoje praticamente moribundos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



