Mundo
Brasil celebra cessar-fogo e pede libertação de todos os reféns
O Ministério das Relações Exteriores exaltou a importância da entrada desimpedida de ajuda humanitária a Gaza
O governo brasileiro celebrou, nesta quarta-feira 15, o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza e pediu pela libertação de todos os reféns. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores ainda exaltou a importância da entrada desimpedida de ajuda humanitária a Gaza.
“Assim como a assegurarem as condições necessárias para o início do urgente processo de reconstrução de sua infraestrutura civil”, disse.
Na nota, o governo reforçou seu compromisso com a solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel, dentro das fronteiras de 1967, que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.
O cessar-fogo deverá pôr fim aos incessantes bombardeios e confrontos no território, palco de uma ofensiva implacável de Israel após o ataque do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deu início ao conflito.
Segundo fontes próximas ao Hamas, na primeira fase do acordo, 33 reféns devem ser libertados em troca de mil palestinos detidos por Israel. As libertações ocorreriam “em grupos, começando por crianças e mulheres”.
A segunda fase do pacto incluiria a libertação dos últimos reféns, “soldados homens, homens em idade militar e os corpos dos reféns assassinados”, de acordo com o jornal Times of Israel.
(Com informações da AFP).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



