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Boric recebe nova Constituição e diz que chilenos optaram ‘por mais democracia, não menos’

‘Será novamente o povo que terá a última palavras sobre o seu destino. Começamos uma nova etapa’, afirmou o presidente do Chile

Foto: Javier Torres/AFP
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O presidente do Chile, Gabriel Boric, recebeu nesta segunda-feira 4 o projeto de Constituição que será votado em plebiscito em setembro.

“Temos de nos sentir orgulhosos de que no momento da crise mais profunda (…) que nosso país viveu em décadas, nós, chilenos e chilenas, optamos por mais democracia e não menos”, disse Boric, no Congresso em Santiago, após receber o texto redigido pelos 154 membros da Convenção Constituinte.

O presidente assinou um decreto que convoca um plebiscito com voto obrigatório em 4 de setembro e que consultará mais de 15 milhões de eleitores com a opção de “Aprova” ou “Rejeita” a nova Carta Magna.

“Será novamente o povo que terá a última palavras sobre o seu destino. Começamos uma nova etapa”, prosseguiu Boric. “Convido vocês a um intenso debate sobre os alcances do texto, mas não sobre falsidades, distorções ou interpretações catastróficas alheias à realidade.”

Houve nesta segunda uma cerimônia mapuche no morro de Santa Lucía, no centro de Santiago, depois acompanhada com tambores e trajes típicos por algumas das 17 constituintes de povos indígenas que participaram da elaboração do texto.

Defensores da mudança constitucional hastearam bandeiras chilenas e mapuches, ao som de Derecho de Vivir, de Victor Jara, assassinado após o golpe militar de 1973. Também marcou presença a canção Bella Ciao, hino da resistência italiana sob o regime de Benito Mussolini (1922-1945).

(Com informações da AFP)

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