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Bondinho de Lisboa descarrila e deixa 17 mortos e 21 feridos

O Ministério Publico de Portugal abriu uma investigação para apurar o que causou o acidente

Bondinho de Lisboa descarrila e deixa 17 mortos e 21 feridos
Bondinho de Lisboa descarrila e deixa 17 mortos e 21 feridos
Acidente no bondinho da Gloria, em Portugal. Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP
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O balanço de vítimas de um acidente em um dos bondinhos que percorrem um dos bairros mais turísticos de Lisboa, em Portugal, subiu para 17 mortos e pelo menos 21 feridos. O acidente ocorreu nesta quarta-feira 3. Informações iniciais apontam que o vagão do famoso bondinho da Glória, que conecta a praça do Rossio aos bairros Príncipe Real e Bairro Alto, descarrilou após um cabo de segurança quebrar.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou o acidente e decretou um dia de luto nacional. “O Presidente da República apresenta o seu pesar e solidariedade às famílias afetadas por esta tragédia e espera que a ocorrência seja rapidamente esclarecida pelas entidades competentes”, diz um comunicado do governo.

Em nota, o governo brasileiro expressou condolências às famílias das vítimas. “Ao expressar condolências às famílias das vítimas, o governo brasileiro manifesta sua solidariedade ao governo e ao povo de Portugal”, disse. Até o momento, não há registro de vítimas brasileiras. Onze dos 21 feridos são estrangeiros: dois espanhóis, dois alemães, uma francesa, um italiano, um suíço, um canadense, um coreano, um marroquino e um cabo-verdiano. A nacionalidade dos falecidos será divulgada posteriormente pelo Ministério Público.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, prestou solidariedade às famílias das vítimas. “É com tristeza que tomei conhecimento do descarrilhamento do famoso ‘Elevador da Glória’. Os meus sentimentos estão com as famílias das vítimas”, escreveu.

Acidente no bondinho da Gloria, em Portugal. Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

Segundo o jornal português Diário de Notícias, mais de 62 agentes e 22 veículos foram deslocados para o acidente para resgatar pessoas que ainda estavam presas às ferragens. Todas as vítimas foram retiradas dos escombros do acidente, indicou Tiago Augusto, responsável pelo serviço de urgências médicas (Inem), que acrescentou que entre as pessoas afetadas havia estrangeiros, mas não precisou a nacionalidade.

O acidente ocorreu às 18h5 locais, perto da Avenida da Liberdade. O funicular, com capacidade para cerca de 40 passageiros, é um meio de transporte muito apreciado pelos numerosos turistas que visitam a capital portuguesa.

É “uma tragédia que nunca havia ocorrido em nossa cidade”, declarou o prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, que afirmou “que há várias vítimas”, mas não confirmou os números.

Uma testemunha do acidente declarou ao canal SIC que havia visto o veículo descer “a toda velocidade” a íngreme ladeira pela qual circula diariamente, antes de colidir contra um edifício.

“Chocou contra um edifício com uma força brutal e desmoronou como uma caixa de papelão, não tinha freios”, contou essa mulher. O Ministério Publico de Portugal abriu uma investigação para apurar o que causou o acidente.

A companhia que opera o transporte público de Lisboa afirmou ter respeitado “todos os protocolos de manutenção”. “Tudo foi escrupulosamente cumprido”, declarou Pedro Bogas, diretor da Lisboa Carris, no local do acidente, e acrescentou que uma empresa externa realiza a manutenção dos funiculares há 14 anos.

Segundo o site dos Monumentos Nacionais, o Elevador da Glória foi construído pelo engenheiro franco-português Raoul Mesnier du Ponsard e inaugurado em 1885. A partir de 1915, passou a ser movido por eletricidade. É um dos três funiculares emblemáticos de Lisboa.

(Com informações da AFP).

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