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Bolsonaro contradiz filho e repudia invasão à embaixada da Venezuela

Eduardo Bolsonaro comentou que a invasão parecia ocorrer de forma correta por ser feita pelos apoiadores de Juan Guaidó

Jair Bolsonaro (Foto: José Dias / PR)
Jair Bolsonaro (Foto: José Dias / PR)
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O presidente Jair Bolsonaro publicou, nesta quarta-feira 13, uma mensagem de repúdio em suas redes sociais às recentes invasões na embaixada venezuelana em Brasília – ataque endossado pelo seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

“Estamos tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência”, escreveu o presidente, para depois citar a Convenção de Viena – que dispõe sobre tratados internacionais estabelecidos entre dois países.

Na manhã desta quarta-feira 13, cerca de 20 pessoas invadiram a embaixada venezuelana em nome do governo autoproclamado interino de Juan Guaidó. O Brasil é um dos países que reconhecem a presidência de Guaidó frente à Venezuela, mas Nicolás Maduro ainda detém as Forças Armadas e o poder executivo no país latino.

A motivação da invasão dos venezuelanos seria a de reconhecer oficialmente a embaixadora Maria Belandria, indicada pelo presidente interino. Foi nesse ponto que Eduardo Bolsonaro resolveu comentar: “Ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo”, disse no Twitter ao reiterar o apoio do governo do pai a Guaidó.

Os presentes na embaixada no momento do ataque teriam reconhecido Guaidó e Belandria como a responsável por tratar dos assuntos diplomáticos no Brasil, e liberado “espontaneamente” a entrada dos dissidentes de Maduro, relataram os apoiadores de Guaidó. No entanto, essa versão tem sido contestada por pessoas que estão dentro da embaixada, que apontam ameaças e intimidação pela força física aos alinhados à Maduro.

O diplomata venezuelano Jorge Arreaza acusou, pelo Twitter, o Itamaraty de estar envolvido no endosso ao ataque. “Que vergonha para o Itamaraty, antes referência à Diplomacia Mundial, endossar o ataque violento a uma embaixada de um país soberano”, escreveu.

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada da Venezuela”.

A Polícia Militar foi chamada para evitar maiores manifestações, mas não pode agir em relação à embaixada porque ela é considerada território internacional da Venezuela.

Nesta quarta-feira, o presidente começa a receber demais líderes globais para a Reunião dos BRICS, bloco formado por Brasil, Russia, Índia, China e Coreia do Sul. Desses países, Rússia e a China reconhecem o governo de Nicolás Maduro como legítimo.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani É repórter do site de CartaCapital.

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