Economia

Biden quer suspender imposto federal sobre preço da gasolina por 3 meses

O preço médio do galão de gasolina atingiu o recorde de 5 dólares nos Estados Unidos

Foto: Nicholas Kamm / AFP
Foto: Nicholas Kamm / AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Joe Biden pedirá ao Congresso dos Estados Unidos a suspensão por três meses de um imposto federal sobre o preço da gasolina, que registrou uma disparada nos últimos meses, algo que irrita profundamente os americanos a poucos meses das eleições de meio de mandato.

A Casa Branca quer eliminar até setembro um imposto federal de 18 centavos por galão (3,78 litros) e vai pedir aos estados, que também tributam o combustível na bomba, que façam o mesmo para “aliviar diretamente os consumidores americanos que sofrem com a alta dos preços de (Vladimir) Putin”, afirmaram fontes da administração Biden.

O preço médio do galão de gasolina atingiu o recorde de 5 dólares nos Estados Unidos (4,968 dólares na quarta-feira), contra US$ 3 há 12 meses.

A alta tem consequências para a economia nacional e afeta o índice de aprovação do presidente americano, atualmente abaixo de 40%.

“O presidente tem consciência do importante desafio que os elevados preços da gasolina representam para as famílias trabalhadoras, pois os custos da gasolina subiram dramaticamente em todo o mundo, em quase 2 dólares por galão desde que Putin concentrou suas tropas nas fronteiras da Ucrânia”, afirmaram as fontes.

Biden “entende que esta suspensão do imposto sobre a gasolina não vai compensar por si só o aumento dos custos que estamos vendo”, admitiram.

“Mas ele acredita que neste momento único em que a guerra da Ucrânia impõe os custos às famílias americanas, o Congresso deve fazer o que pode para aliviar estas famílias”, acrescentaram.

A suspensão do imposto federal de 18 centavos, junto com o imposto sobre diesel de 24 centavos por galão, durante a temporada de viagens de verão deve custar quase 10 bilhões de dólares ao fundo de infraestruturas de rodovias, normalmente financiado por estes tributos.

O governo afirma que outras fontes de receita podem compensar o déficit do fundo.

Além disso, a Casa Branca pede aos estados, que também impõem diferentes níveis de impostos sobre a gasolina, que eliminem temporariamente as tarifas ou disponibilizem mecanismos de compensação aos motoristas.

Vários estados já adotaram medidas do tipo, como Connecticut e Nova York. Na média, os estados cobram 30 centavos em impostos por galão de gasolina.

Mas de acordo com analistas, 46 estados ainda não anunciaram medidas, incluindo a Califórnia, onde a gasolina tem os maiores impostos e é a mais cara do país, com um preço que supera 6 dólares por galão.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

Tags: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.