Biden impõe novos bloqueios contra Cuba: ‘Isso é apenas o começo’

'Os EUA continuarão a punir os responsáveis pela opressão do povo cubano', declarou o chefe da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Saul Loeb/AFP

Mundo

O governo de Joe Biden anunciou novas sanções contra Cuba, nesta quinta-feira 22. De acordo com o site do Tesouro, as medidas recaem sobre o ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Álvaro López Miera, e a Brigada Especial Nacional do Ministério do Interior.

 

 

López e a Brigada foram incluídos na lista Specially Designated Nationals and Blocked Persons List, a SDN, uma das sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros que envolvem o bloqueio de bens e a proibição de realizar transações com a pessoa, com impedimento de acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos.

As medidas também preveem detenção em pontos de entrada da imigração dos EUA e exclusão de transporte aéreo em companhias americanas. Há, ainda, consequências colaterais para parentes da pessoa sancionada.

Os novos bloqueios foram estabelecidos após o governo americano entender que houve violência da administração cubana contra cidadãos da ilha nos protestos ocorridos em 11 de julho. Em nota nesta quinta-feira 22, Biden disse que condena os atos do governo comunista e declarou que as sanções são apenas “o começo”.

“Condeno as detenções em massa e os julgamentos simulados que são os esforços do regime cubano para ameaçar o povo cubano ao silêncio. Meu governo está ao lado do povo cubano e está impondo novas sanções contra os responsáveis por esta repressão no regime cubano”, publicou Biden no site da Casa Branca.

 

Os EUA continuarão a punir os responsáveis pela opressão do povo cubano, diz Biden.

 

Os bloqueios de Biden se somam às 243 medidas coercitivas já impostas pelos EUA contra Cuba. A ilha caribenha é alvo de embargos econômicos há 60 anos, depois da deflagração da Revolução Cubana, em 1959. Os efeitos das sanções restringem a aquisição de itens básicos como alimentos, medicamentos, combustíveis e máquinas.

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Repórter do site de CartaCapital

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