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Biden anunciará US$ 800 milhões em ajuda de segurança à Ucrânia
A decisão eleva “o total da ajuda anunciada para 1 bilhão de dólares somente na última semana”, declarou o funcionário do governo americano
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará nesta quarta-feira (16) o envio de US$ 800 milhões em ajuda para a Ucrânia, no mesmo dia em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem previsto discursar virtualmente para congressistas americanos.
A decisão eleva “o total da ajuda anunciada para 1 bilhão de dólares somente na última semana”, declarou o funcionário do governo americano, que pediu anonimato.
Zelensky pretende seus pedidos por mais ajuda quando se dirigir ao Congresso virtualmente, enquanto alguns legisladores pressionam a Casa Branca a adotar uma linha mais dura em relação à invasão russa.
No sábado, Biden já havia autorizado o envio de US$ 200 milhões em equipamento militar adicional para a Ucrânia, que se somaram aos US$ 350 milhões autorizados em 26 de fevereiro por Washington.
O funcionário da Casa Branca não deu detalhes sobre o que será incluído na ajuda de US$ 800 milhões que será anunciada nesta quarta-feira.
No entanto, os Estados Unidos no ano passado forneceram mais de 600 mísseis Stinger e cerca de 2.600 sistemas antiblindagem Javelin para a Ucrânia, além de uma variedade de sistemas de radar, helicópteros, lançadores de granadas, armas e munições e outros equipamentos, disse o funcionário.
“Os Estados Unidos continuam sendo, de longe, o maior doador de assistência à Ucrânia”, acrescentou.
Os pedidos de Zelensky por ajuda para defender seu país do ataque mortal da Rússia tornaram-se cada vez mais desesperados, e ele repetidamente instou Washington, a União Europeia e a Otan a fornecer equipamentos militares, incluindo aviões, e decretar uma zona de exclusão aérea na Ucrânia.
Biden descartou a zona de exclusão aérea, alertando que isso poderia desencadear uma guerra catastrófica com armas nucleares da Rússia.
No entanto, há um clamor crescente em ambos os lados do Congresso para que os Estados Unidos tomem uma posição mais enérgica.
O discurso de Zelensky nesta quarta-feira será o segundo para membros do Congresso este mês e provavelmente terá uma audiência maior do que a de 5 de março, quando ele pediu que aviões fabricados na Rússia fossem entregues à sua força aérea.
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