Mundo

Biden anuncia que EUA mataram o líder da Al-Qaeda: ‘A justiça foi feita’

Ayman al-Zawahiri morreu em um ataque aéreo em Cabul, segundo o governo norte-americano

Ayman al-Zawahiri, em vídeo de 2012. Foto: AFP
Ayman al-Zawahiri, em vídeo de 2012. Foto: AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Joe Biden anunciou nesta segunda-feira 1º que os Estados Unidos mataram o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, em um ataque aéreo em Cabul.

“No último sábado, sob minhas ordens, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo sobre Cabul, que matou o emir da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri”, informou o presidente em pronunciamento na Casa Branca. “A justiça foi feita e esse líder terrorista não existe mais.”

Zawahiri, considerado o cérebro por trás dos atentados de 11 de setembro de 2001 que deixaram quase 3 mil mortos em Nova York, assumiu a liderança da organização terrorista depois da morte de Osama bin Laden, em 2011.

Ele era um dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos, que ofereciam 25 milhões de dólares em recompensa por qualquer informação que levasse à sua prisão ou à sua condenação.

Em agosto de 2020, o número dois da Al-Qaeda, Abdullah Ahmed Abdullah, foi morto nas ruas de Teerã por agentes israelenses durante uma missão secreta liderada por Washington, segundo The New York Times. Sua morte foi um duro golpe para a organização terrorista, já debilitada e ofuscada pelo grupo Estado Islâmico.

“Não houve vítimas civis”

Quando Ayman al-Zawahiri herdou, em 2011, uma organização decadente, precisou, para sobreviver, multiplicar as “franquias” e seus juramentos de lealdade circunstanciais, da Península Arábica a Magred, da Somália a Afeganistão, Síria e Iraque.

No final de 2020, houve rumores de que ele havia morrido por uma doença cardíaca, mas o líder reapareceu em um vídeo.

Nesta segunda-feira, um funcionário do governo americano afirmou que os Estados Unidos realizaram durante o fim de semana uma “operação antiterrorista contra um alvo importante da Al-Qaeda” no Afeganistão, sem mencionar Ayman al-Zawahiri. A operação “foi bem-sucedida e não houve vítimas civis”, completou.

De acordo com a imprensa americana, Ayman al-Zawahiri teria sido morto em um ataque com drones realizado pela Agência Central de Inteligência, a CIA, na capital afegã, Cabul.

O anúncio acontece quase um ano após a caótica retirada das forças americanas do Afeganistão que permitiu aos talebans recuperar o controle do país depois de 20 anos.

Em meados de julho, os Estados Unidos anunciaram a morte do líder do grupo Estado Islâmico na Síria, Maher al Agal, durante um ataque com drones, uma operação que “enfraqueceu consideravelmente a capacidade” da organização “para preparar, financiar e realizar operações na região”, afirmou um porta-voz militar americano.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

Tags: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.