Economia

Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022

Antes do início da guerra no Irã, o preço estava em torno de 70 dólares

Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Consumidor abastece veículo na França. Conflito no Irã pode impactar nos preços dos combustíveis pelo mundo – foto: Sameer Al-Doumy/AFP
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O recrudescimento do conflito no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos 100 dólares pela primeira vez desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

O valor do Brent, referência da commodity na Europa, registrou, nesta segunda-feira 9, uma alta de quase 23% em relação a sexta-feira 6, atingindo os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão.

O West Texas Intermediate, o petróleo bruto leve produzido nos Estados Unidos, também estava sendo vendido por cerca de 114 dólares por barril, aumento de 25% em relação à semana passada. No decorrer da manhã, as altas foram, em parte, amortecidas, mas ambas as cotações recuaram para valores próximos de 100 dólares por volta das 7h (horário de Brasília).

Os preços recuaram depois que o jornal Financial Times noticiou que alguns membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas de petróleo para aliviar a pressão sobre os mercados.

No sábado, o presidente Donald Trump minimizou a ideia de recorrer à reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos, afirmando que os abastecimentos dos EUA eram abundantes e que os preços iriam cair em breve.

Na tarde de sexta-feira, o petróleo Brent para entrega em maio estava sendo negociado a mais de 90 dólares pela primeira vez desde abril de 2024. Antes do início da guerra no Irã, há pouco mais de uma semana, o preço ainda estava em torno de 70 dólares por barril. Os preços dos combustíveis também subiram significativamente desde então.

Também nesta segunda-feira, as bolsas na Ásia e na Europa abriram em queda em meio à continuidade nos conflitos no Oriente Médio e à resistência do Irã, que anunciou neste domingo 8o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

Redução na oferta do petróleo

Os receios de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz, gargalo de transporte do combustível fóssil entre os golfos Pérsico e do Omã, continuam preocupando o mercado. Desde os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, quase nenhum navio passou pelo estreito.

Em tempo de paz, cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo é transportado por essa rota. Ormuz é também essencial para o transporte de gás liquefeito, por exemplo, do Catar.

Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos estão reduzindo a produção de petróleo à medida que os tanques de armazenamento se enchem devido à redução da capacidade de exportação. Irã, Israel e Estados Unidos também atacaram instalações de petróleo e gás desde o início da guerra, aumentando as preocupações com o abastecimento.

A alta nos custos do petróleo e do gás natural está elevando os preços dos combustíveis, causando um efeito cascata em outros setores e abalando as economias asiáticas, que são especialmente vulneráveis devido à forte dependência da região das importações do Oriente Médio.

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