Mundo
Avião líbio é sequestrado e desviado para Malta
O Airbus A320 da empresa aérea Afriqiyah Airways levava 118 pessoas a bordo. Todos os passageiros já foram libertados
Um avião de uma empresa aérea Líbia que fazia um voo doméstico foi sequestrado nesta sexta-feira 23 por dois sequestradores com granadas de mão e desviado de sua trajetória até a ilha de Malta. A aeronave partiu de Sebha, no sudoeste líbio, rumo a Trípoli.
De acordo com diversos órgãos de imprensa malteses, os sequestradores teria ameaçado explodir o Airbus A320 da empresa aérea Afriqiyah Airways, com 118 pessoas a bordo, sendo 111 passageiros e sete tripulantes. Entre os passageiros estavam 82 homens, 28 mulheres e uma criança.
Pouco depois, os passageiros começaram a ser libertados e deixaram o avião em grupos. Segundo a televisão local, todos os passageiros já foram libertados, e também alguns membros da tripulação.
O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, deu o alerta sobre o incidente através do Twitter: “Informado sobre potencial sequestro de voo doméstico da Líbia divergido para Malta. Serviços de emergência e segurança em prontidão”. A pequena ilha de Malta fica a 500 quilômetros da costa da Líbia.
O jornal The Times of Malta informou que um sequestrador alega ser simpatizante do ex-ditador líbio Muammar Kadafi, deposto e morto em 2011. Segundo o jornal, ele afirmou que estaria disposto a libertar os passageiros, mas não a tripulação, caso suas exigências sejam atendidas. Não foram esclarecidas, porém, quais seriam as reivindicações.
O portal de notícias líbio Alwasat noticiou, sem citar as fontes, que o comandante do avião teria informado a torre de controle do aeroporto que dois sequestradores ameaçavam explodir a aeronave com artefatos explosivos caseiros.
Forças de segurança se posicionaram a alguns metros do avião, cujos motores ainda estavam acionados 45 minutos depois do pouso, segundo informou o The Times of Malta. Todos os voos do aeroporto foram cancelados.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


