Esporte

Austrália nega visto a jogador holandês de vôlei de praia condenado por estupro

Steven van de Velde, de 31 anos, tinha 19 quando foi declarado culpado de manter relações sexuais com uma menina de 12 anos

Austrália nega visto a jogador holandês de vôlei de praia condenado por estupro
Austrália nega visto a jogador holandês de vôlei de praia condenado por estupro
Steven van de Velde, jogador holandês de vôlei de praia, condenado por estupro. Foto: Thomas Samson/AFP
Apoie Siga-nos no

A Austrália negou o visto a um jogador holandês de vôlei de praia condenado pelo estupro de uma menor em 2016, antes do Campeonato Mundial da modalidade, que será realizado em Adelaide, de 14 a 23 de novembro. O anúncio partiu da federação holandesa nesta segunda-feira 27.

Steven van de Velde, de 31 anos, tinha 19 quando foi declarado culpado de ter mantido relações sexuais com uma menina de 12 anos.

Ele cumpriu parte de sua pena no Reino Unido antes de ser transferido para os Países Baixos, onde acabou sendo libertado e retornou ao vôlei em 2017.

“Estávamos cientes desse risco”, declarou a federação holandesa em um comunicado, levando em conta a política rigorosa da Austrália quanto à concessão de vistos a pessoas com antecedentes criminais.

“Fomos informados da decisão de não conceder-lhe o visto. Lamentamos, mas não temos outra opção senão aceitá-la”, afirmou a diretora técnica da federação, Heleen Crielaard.

O jogador havia reconhecido que se tratou “do maior erro de sua jovem vida”. “Não posso voltar atrás, então devo assumir as consequências”, havia dito.

A participação de Steven van de Velde nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 já havia provocado debate sobre a admissão, nos Jogos, de atletas condenados por abusos sexuais. Durante sua primeira partida, ele foi vaiado e teve sua hospedagem na Vila Olímpica proibida.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo