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Aumenta a pressĂŁo para que a SuĂça adote as sanções internacionais contra a RĂşssia
A RĂşssia Ă© apenas o 23Âş parceiro comercial da SuĂça, mas os bancos do paĂs estĂŁo entre os favoritos das grandes fortunas russas
Aumenta a pressĂŁo sobre a SuĂça, um importante centro financeiro cobiçado pelos oligarcas russos, para se juntar de modo mais firme Ă s sanções internacionais impostas pelos ocidentais Ă RĂşssia devido Ă invasĂŁo da Ucrânia.
A pressĂŁo veio primeiro das ruas. No sábado, entre 10 e 20 mil pessoas se manifestaram na capital, Berna, e milhares de outras em diferentes cidades para pedir ao Conselho Federal, o ĂłrgĂŁo executivo suĂço, que se envolva mais.
“É irresponsável que o Conselho Federal não congele imediatamente os bilhões em poder da Rússia”, denunciou o copresidente do Partido Socialista, Cédric Wermuth.
O partido dos Verdes tambĂ©m pede que as importações de petrĂłleo e gás russos sejam interrompidas e que o paĂs seja excluĂdo do sistema de conexĂŁo interbancária Swift.
Ainda na sexta-feira, o presidente suĂço, Ignazio Cassis, deixou claro que desejava manter o caminho da moderação em relação a Moscou, ainda que as sanções, que se baseiam nas da UE, tenham sido endurecidas.
Pária financeiro
Porém, desde sábado à noite as cartas se embaralharam de novo. A Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos anunciaram medidas econômicas sem precedentes, transformando Moscou em um “pária” financeiro, segundo um alto funcionário americano.
Vários bancos suĂços nĂŁo poderĂŁo mais acessar o sistema Swift, que facilita a transferĂŞncia de fundos internacionais, e os ativos do banco central russo serĂŁo congelados, o que terá consequĂŞncias econĂ´micas significativas no paĂs. O G7 tambĂ©m decidiu visar a riqueza dos oligarcas sancionados.
Todas essas decisões lançam uma dura luz sobre como a SuĂça agirá, que seu status de neutralidade nĂŁo a protegerá da necessidade de dar explicações.
Segundo o jornal Blick am Sonntag, os sete membros do Conselho Federal terĂŁo uma reuniĂŁo de emergĂŞncia na segunda-feira e os debates poderĂŁo ser intensos. O encontro nĂŁo foi oficialmente confirmado.
O embaixador ucraniano na SuĂça, Artem Rybchenko, pediu no jornal SonntagsZeitung o congelamento dos ativos dos membros do governo russo, como preveem as sanções da UE.
A RĂşssia Ă© apenas o 23Âş parceiro comercial da SuĂça, mas os bancos do paĂs estĂŁo entre os favoritos das grandes fortunas russas. E vários oligarcas russos tambĂ©m tĂŞm interesses em grandes empresas suĂças.
AlĂ©m disso, 80% dos negĂłcios russos de petrĂłleo e gás ocorrem na SuĂça, segundo estimativas citadas na imprensa do paĂs.
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