Auditoria confirma vitória de Biden e Trump ‘culpa a imprensa’ pela derrota

Além de confirmar a derrota do republicano, documento indica que o ex-presidente teve menos votos do que os registrados na contagem inicial

Foto: SAUL LOEB / AFP

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Mundo

Uma auditoria eleitoral no condado de Maricopa, o maior do estado do Arizona, sudoeste dos Estados Unidos, reafirmou a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais em relatório preliminar obtido nesta sexta-feira 24 pelo jornal The New York Times. O documento final será divulgado oficialmente ainda nesta tarde.

O documento, além de confirmar a derrota do republicano Donald Trump, indica que o ex-presidente teve 261 votos a menos do que os registrados em seu nome na contagem inicial. Biden, por sua vez, registrou mais 99 votos a seu favor.

Após a prévia do relatório produzido pela empresa Cyber Ninja ter sido divulgada, Trump voltou a criticar o resultado e evocar que houve fraude no pleito de 2020. Segundo afirmou em comunicado, a mídia estaria dando uma falsa vitória ao Biden em vez de se ater aos fatos.

“Grandes descobertas no Arizona! No entanto, a imprensa mentirosa já está tentando novamente declarar Biden vencedor antes de realmente olhar para os fatos – assim como fizeram em novembro!”, criticou Trump, conforme registra o jornal norte-americano The Hill.

 

 

O ex-presidente reafirmou que os eventos precisam ser investigados, ignorando o fato de que o relatório que reafirma a vitória democrata já faz parte de uma investigação financiada, em maioria, por republicanos que aprovaram e custearam os mais de 5 milhões de dólares para realização da auditoria. A movimentação em torno do estado se dá por ser a primeira vez que um republicano é derrotado na região desde 1996.

“Ouvi dizer que [o relatório final] é muito diferente do que está sendo relatado pela imprensa mentirosa”, completou o ex-presidente.

Trump e aliados alegam que milhares de eleitores fantasmas teriam votado no condado. A afirmação, no entanto, não se mostrou verdadeira, segundo o relatório. No documento, há de fato a indicação de que parte das cédulas teriam problemas de endereços, mas não necessariamente seriam indicativos de fraudes intencionais.

De acordo com a prévia do relatório vazada nesta manhã, a auditoria não trouxe evidências de fraude eleitoral generalizada, como afirma Trump e seus aliados. O documento, no entanto, traz indicações do que pode ser aprimorado, recomendando uma série de reformas no sistema eleitoral.

No Brasil, o relatório da auditoria do Arizona movia ânimos bolsonaristas, já que uma prova de fraude nos Estados Unidos poderia dar combustível para alegações de irregularidades em solo nacional. Com a divulgação, porém, as intenções de apoiadores parecem ter sido frustradas.

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Repórter do site de CartaCapital

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