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Atropelamento deixa ao menos um morto e 15 feridos após marcha do Orgulho em Berlim

O chanceler Friedrich Merz pediu para ‘esclarecer completamente’ o incidente e disse que se tratou de um ‘ato abominável’

Atropelamento deixa ao menos um morto e 15 feridos após marcha do Orgulho em Berlim
Atropelamento deixa ao menos um morto e 15 feridos após marcha do Orgulho em Berlim
Mensagem de 'precisamos permanecer unidos' após atropelamento em marcha LGBT+ em Berlim, Alemanha, em 26 de julho de 2026. Foto: John MacDougall/AFP
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Ao menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas, entre elas “algumas com gravidade”, após um atropelamento à margem da parada do Orgulho gay em Berlim na noite deste sábado 24, informou a polícia.

Segundo Florian Nath, porta-voz da polícia, um suspeito de ter lançado seu carro contra a multidão reunida à margem da marcha foi “identificado”, mas ainda não foi “detido”. Ele teria vínculos com “redes islamistas”, acrescentou.

Os supostos autores do ataque, que abandonaram o veículo no local, a umas centenas de metros de onde era realizada a marcha, seguem sendo procurados em toda a capital alemã, prosseguiu o porta-voz.

A marcha do Orgulho em Berlim é uma das maiores do tipo na Europa, um evento popular que atrai um público maior que a comunidade LGBT+, além de várias organizações e empresas.

Mais cedo, a polícia havia informado que o veículo, um utilitário, tinha sido abandonado no parque Tiergarten, área florestal da capital onde o desfile terminaria.

O veículo “atropelou várias pessoas, causando-lhes ferimentos” pouco antes das 22h locais (17h de Brasília), informou a polícia pelas redes sociais.

Presente no local dos fatos, um jornalista da AFP observou a área em plena evacuação após o incidente. Por meio de alto-falantes, as autoridades pediam que os presentes se dirigissem para o norte da cidade.

Dezenas de caminhões de emergência eram visíveis e as autoridades ergueram uma tenda no meio da rua.

O encerramento dos festejos foi cancelado e a polícia pediu que os participantes não cruzassem o parque pelo bosque, mas que usassem exclusivamente as ruas.

“Vão para casa, por favor”, também pediram os organizadores do evento pelas redes sociais.

Centenas de milhares de pessoas participaram da marcha do Orgulho, chamada Christopher Street Day (CSD) na Alemanha. A maioria já tinha deixado a área no momento dos fatos.

O final do desfile ocorreria na rua de 17 de Junho, uma extensa via que atravessa o parque Tiergarten até o Portão de Brandemburgo.

Reações

O chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu, neste sábado, para “esclarecer completamente” o incidente e disse que se tratou de um “ato abominável”.

Merz e seu ministro do Interior, Alexander Dobrindt, “se comprometem com determinação especial a esclarecer por completo este ato abominável e garantir que seja punido”, disse um porta-voz em um comunicado.

O prefeito de Berlim, Kai Wegner, afirmou, por sua vez, que a “liberdade da cidade foi atacada”.

No X, ele afirmou que “a reunião por uma Berlim tolerante e pacífica foi atacada da forma mais brutal”.

Zona verde da cidade, a floresta também é um local muito procurado por turistas pela proximidade com o Reichestag (sede do Parlamento), a Coluna da Vitória e o jardim zoológico.

Incidentes anteriores

A Alemanha testemunhou outros incidentes violentos nos últimos anos. Em fevereiro de 2025, na véspera das eleições legislativas, um turista espanhol foi esfaqueado no Monumento do Holocausto.

No começo de março, um jovem sírio foi condenado a 13 anos de prisão por este atentado de motivação islamista que, juntamente com outros cometidos especialmente por estrangeiros, alimentou a ascensão da extrema-direita na Alemanha.

No extremo sul do Tiergarten, em dezembro de 2016, um tunisiano matou 12 pessoas ao invadir com um caminhão um mercado de Natal, em mais um ataque de motivação islamista.

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