Mundo

Ataque ucraniano à escola em cidade ocupada pela Rússia deixa 12 mortos

Autoridades informaram neste sábado 23 que nove pessoas ainda estão desaparecidas; as buscas continuam

Ataque ucraniano à escola em cidade ocupada pela Rússia deixa 12 mortos
Ataque ucraniano à escola em cidade ocupada pela Rússia deixa 12 mortos
O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou retaliar o ataque Foto: Gavriil GRIGOROV / SPUTNIK / AFP
Apoie Siga-nos no

O número de mortos no ataque ucraniano com drones a uma escola de ensino médio em uma cidade no leste da Ucrânia, ocupada pela Rússia, subiu para 12, informaram as autoridades neste sábado 23. Nove pessoas ainda estão desaparecidas.

O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu retaliação pelo ataque que, segundo ele, atingiu uma área onde “não havia alvos militares, nem instalações pertencentes a serviços de inteligência ou agências relacionadas”.

O ataque ocorreu na noite de quinta-feira em Starobelsk, uma cidade na região de Luhansk com cerca de 16 mil habitantes, conhecida como Starobilsk na Ucrânia.

A Ucrânia negou ter como alvo civis e alegou que o ataque tinha mirou em uma unidade de drones russa estacionada na área. Segundo o Ministério de Situações de Emergência da Rússia, “um total de 48 vítimas foram registradas, 12 das quais morreram. Segundo dados preliminares, nove pessoas estão presas sob os escombros”.

Vídeos divulgados pelo ministério mostram dezenas de socorristas vasculhando os restos de um prédio de cinco andares, agora reduzido a ruínas. A maioria dos mortos e desaparecidos são mulheres jovens nascidas entre 2003 e 2008, segundo uma lista divulgada por Leonid Pasechnik, governador da região nomeado por Moscou.

Fontes russas indicaram na sexta-feira que 86 jovens entre 14 e 18 anos estavam em um dormitório de vários andares que desabou após o ataque com drones.

O Estado-Maior ucraniano negou ter atacado civis e alegou que suas forças bombardearam diversas instalações militares russas, incluindo o quartel-general de uma unidade posicionada na região de Starobelsk. O Estado-Maior afirmou ter atacado elementos do grupo Rubikon, uma unidade russa especializada em ataques com drones.

A região de Luhansk, reivindicada por Moscou como sua, está quase inteiramente sob controle russo.

Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram consideravelmente desde o ano passado, e ambos os países são capazes de lançar ataques todas as noites com centenas desses dispositivos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo