Mundo
Ataque aéreo atinge maior instalação nuclear do Irã
Local também fora atacado por EUA e Israel em 2025
A instalação nuclear de Natanz, no Irã, foi atingida neste sábado 21 por um ataque aéreo de Estados Unidos e Israel, reportou a agência oficial iraniana Mizan. Não teria havido vazamento de radiação, indicaram o mesmo veículo e a Agência Internacional de Energia Atômica.
Trata-se do principal local de enriquecimento de urânio do Irã, que já havia sido atingido na primeira semana da guerra no Oriente Médio. Imagens de satélite indicaram, à época, que várias edificações haviam sido afetadas, e a IAEA confirmou ter havido danos aos prédios de entrada. Segundo a agência nuclear das Nações Unidas, “nenhuma consequência radiológica” era esperada do ataque anterior.
O chefe da IAEA, Rafael Grossi, renovou neste sábado o “pedido de moderação por parte das forças armadas para evitar qualquer risco de acidente nuclear”.
Natanz fica a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã, a capital iraniana. As instalações nucleares também já haviam sido alvo de ataques aéreos por Israel na guerra de 12 dias em junho de 2025 e também pelos Estados Unidos.
Após esses ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as instalações nucleares iranianas haviam sido “completamente e totalmente obliteradas”.
Também neste sábado, o exército israelense afirmou ter iniciado uma onda de ataques contra membros da milícia libanesa Hezbollah, alinhada ao Irã, nos subúrbios de Beirute. Horas depois, houve incêndios, fortes explosões e fumaças na capital do Líbano.
O Irã, por sua vez, lançou foguetes contra o território israelense durante a noite e a manhã. Israel reportou ter interceptado ataques, enquanto serviços de emergência foram encaminhados para locais impactados na área de Tel Aviv. Havia imagens de danos materiais, sem relatos de feridos.
Segundo a Casa Branca, um dos principais objetivos da guerra deflagrada há três semanas é impedir que o Irã adquira armas nucleares. O país nega desenvolver um programa nuclear.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



