Mundo
Assistente de Matthew Perry é condenado à prisão por injetar droga que matou o ator
Kenneth Iwamasa, que havia se declarado culpado, é a quinta pessoa condenada no caso
O assistente pessoal que injetava regularmente cetamina no ator Matthew Perry, astro da série de TV Friends, morto por overdose em 2023, foi condenado, nesta quarta-feira 27, a três anos e cinco meses de prisão na Califórnia.
Kenneth Iwamasa, de 61 anos, que havia se declarado culpado, é a quinta pessoa condenada neste caso.
Os promotores disseram que, nos dias anteriores à morte de Perry, Iwamasa aplicou no ator mais de 25 injeções de cetamina, inclusive pelo menos três em 28 de outubro de 2023, quando ele morreu.
Naquele dia, Perry pediu a Iwamasa, com quem convivia em sua luxuosa casa em Los Angeles, que lhe injetasse uma dose “bem grande” da droga, segundo os documentos judiciais.
Em 13 de maio, Erik Fleming, que atuou como intermediário no fornecimento de substâncias controladas a Perry, foi condenado a dois anos de prisão.
No mês passado, uma traficante britânico-americana, apelidada de “A rainha da Cetamina”, foi condenada a 15 anos.
Jasveen Sangha chefiava um mercado de drogas em seu apartamento luxuoso em Los Angeles, de onde vendia narcóticos para clientes endinheirados do showbiz.
Dois médicos também foram condenados por terem explorado conscientemente a dependência química do ator: Salvador Plasencia e Mark Chavez.
A morte de Matthew Perry, encontrado inconsciente em sua jacuzzi em outubro de 2023, comoveu os fãs da comédia americana Friends e suscitou uma chuva de homenagens em Hollywood.
O ator, de 54 anos, que interpretava o personagem Chandler Bing na série de sucesso, falava publicamente de seus problemas com a dependência química.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



