Mundo
As condições de Portugal para autorizar os EUA a usar base aérea nos Açores
Luís Montenegro afirmou que seu país ‘não acompanhou e não subscreveu’ ação contra o Irã
O governo de Portugal autorizou os Estados Unidos a usar uma base aérea do arquipélago dos Açores no âmbito de operações dirigidas contra o Irã, mas de forma “condicional”, justificou nesta quarta-feira 4 diante do Parlamento o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Essa autorização foi “concedida de forma condicional (…), ou seja, sempre que essas operações sejam de caráter defensivo ou de represália, que sejam necessárias e proporcionais e que tenham como único objetivo alvos militares”, afirmou o chefe do governo conservador.
“Essas três condições estão alinhadas com o direito internacional”, ressaltou Montenegro, que, diante dos pedidos de esclarecimento da oposição socialista, evitou afirmar claramente se apoiava ou se se opunha aos bombardeios lançados contra o Irã.
“Portugal não acompanhou, não subscreveu, nem esteve envolvido nessa ação militar”, declarou o primeiro-ministro, acrescentando imediatamente que “não há dúvida de que Portugal mantém uma relação muito mais estreita com nosso aliado, os Estados Unidos”, do que com o Irã.
Montenegro também evitou se posicionar em apoio ao governo socialista da Espanha, ameaçado com represálias pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter rejeitado permitir o uso de bases em território espanhol, como fizeram o presidente francês, Emmanuel Macron, ou o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa.
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