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As 3 etapas do nebuloso plano dos EUA para a Venezuela após derrubar Maduro

À base da força, a Casa Branca quer ditar os próximos passos em Caracas

As 3 etapas do nebuloso plano dos EUA para a Venezuela após derrubar Maduro
As 3 etapas do nebuloso plano dos EUA para a Venezuela após derrubar Maduro
O presidente Donald Trump ao lado do secretário de Estado Marco Rubio. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP
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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mencionou nesta quarta-feira 7 um plano em três etapas para a Venezuela, quatro dias após o governo de Donald Trump atacar militarmente a Venezuela e capturar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Na segunda 5, Delcy Rodríguez — até então vice do chavista — assumiu o comando do Palácio de Miraflores.

De acordo com Rubio, não se trata de um “improviso”, embora em seu pronunciamento a jornalistas não tenha oferecido detalhes. O primeiro passo seria “estabilizar” a Venezuela, apreendendo e vendendo entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. Conforme esse plano, Washington controlaria a distribuição do dinheiro.

A segunda etapa, de suposta “recuperação”, seria garantir que empresas norte-americanas e ocidentais tenham “acesso ao mercado venezuelano de forma justa”. O terceiro passo, por fim, seria de “transição”, mas Rubio não disse como esse processo ocorreria na prática.

“Não desejamos que isso vire um caos”, disse o secretário após se reunir com senadores. A fim de viabilizar a “transição”, alegou, seria necessário assegurar uma “reconciliação nacional na Venezuela, para que as forças da oposição possam ser anistiadas, libertadas da prisão ou repatriadas, e começar a reconstruir a sociedade civil”.

Também nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos “ditarão” as decisões tomadas pelo governo venezuelano. “Obviamente, neste momento temos influência máxima sobre as autoridades interinas.”

Pouco antes, o secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, disse que Washington controlará as vendas de petróleo venezuelano “indefinidamente”, um dia após Trump anunciar que a Venezuela “entregaria” entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos.

O senador democrata Chris Murphy chamou a ideia de “um plano insano”. “Estão falando sobre roubar à força o petróleo venezuelano por um período indefinido como forma de pressionar o país”, criticou, citado pela agência Reuters. “A abrangência e a insanidade deste plano são impressionantes.”

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