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Após uma semana de protestos, governo do Irã anuncia subsídio mensal a todos os cidadãos

A inflação no país chegou a 52% em um ano

Após uma semana de protestos, governo do Irã anuncia subsídio mensal a todos os cidadãos
Após uma semana de protestos, governo do Irã anuncia subsídio mensal a todos os cidadãos
Durante protesto, manifestantes exibem bandeira usada pelo Irã antes da revolução islâmica de 1979 – foto: Blanca Cruz/AFP
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As autoridades iranianas anunciaram, neste domingo 4, que concederão um subsídio mensal a todos os cidadãos do país para aliviar a pressão econômica, após uma semana de protestos.

“As pessoas poderão receber uma quantidade equivalente a um milhão de tomans [cerca de 38 reais] por pessoa por mês, que será creditado em suas contas durante quatro meses”, declarou a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à televisão estatal.

Segundo indicou, o montante será concedido em forma de crédito que poderá ser utilizado para comprar determinados produtos para “reduzir a pressão econômica sobre a população”.

No Irã, com mais de 85 milhões de habitantes, o salário mínimo é de cerca de 100 dólares (cerca de 544 reais) e os salários mensais médios giram em torno de 200 dólares (1.088 reais).

Os iranianos utilizam principalmente celulares e cartões de débito para pagar suas compras do dia a dia, em vez de dinheiro em espécie.

A economia do Irã tem enfrentado, há anos, duras sanções americanas e internacionais devido ao programa nuclear de Teerã e, em dezembro, a inflação anual atingiu 52%.

A moeda nacional perdeu mais de um terço de seu valor referente ao dólar americano, neste último ano, provocando uma forte queda do poder de aquisição da população e um amplo descontentamento no país.

Este domingo se tornou o oitavo dia de protestos na República Islâmica devido à incerteza econômica após a desvalorização da moeda.

Foram organizadas manifestações, em maior ou menor grau, em ao menos 40 cidades, em sua maioria de tamanho médio e situadas no oeste do país, segundo um levantamento da AFP com base em anúncios oficiais e informações da mídia.

Ao menos 12 pessoas morreram, entre elas membros das forças de segurança, segundo um balanço com base em relatórios oficiais.

Segundo a Hengaw, uma ONG sediada na Noruega e especializada na defesa dos direitos humanos, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, abriu fogo contra manifestantes no condado de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, no sábado (3), e matou quatro membros da minoria curda.

Outra ONG, a Iran Human Rights, também com sede na Noruega, ofereceu o mesmo balanço de mortes, além de 30 feridos, e afirmou que, neste domingo, foi realizado o funeral das vítimas, com os participantes entoando slogans contra o governo e contra o líder supremo, Ali Khamenei.

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