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Após protestos, governo da Bolívia anula pacote econômico
No último domingo, os sindicalistas mantinham 69 pontos de bloqueio em rodovias do País
O governo da Bolívia publicou nesta terça-feira 13 um decreto que anula um pacote econômico rejeitado por sindicatos, mas que mantém algumas medidas, após uma semana de bloqueios de estradas.
“O novo decreto mantém o que foi acordado” com a Central Operária Boliviana e outros setores sociais, informou à emissora Unitel o ministro de Obras Públicas, Mauricio Zamora.
O acordo foi fechado no último domingo. Segundo o governo, em breve será elaborada uma nova norma, em consenso com os sindicatos, sobre os temas que ficaram de fora do acordo.
O presidente de centro-direita Rodrigo Paz apresentou no mês passado um plano de “resgate econômico” para enfrentar a pior crise em quatro décadas no país andino. Ele contemplava a eliminação dos subsídios aos combustíveis, agilizava grandes investimentos, cortava impostos e congelava salários do setor público, entre outras medidas.
Do decreto anterior, foram mantidos o aumento de 20% no salário mínimo e aumentos de bônus sociais, assim como a decisão do governo de deixar de subsidiar os combustíveis.
No último domingo, os sindicalistas mantinham 69 pontos de bloqueio em rodovias do país, segundo a estatal Administradora Boliviana de Estradas. Hoje, não houve relatos de bloqueios.
A Bolívia comprava combustíveis a preços internacionais e os vendia com prejuízo no mercado doméstico. A eliminação desse subsídio era uma prioridade da gestão de Paz.
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