Mundo

Antichavismo, versão light

Ex-golpistas mudam de tom e se dizem “inspirados em Lula”

Antichavismo, versão light
Antichavismo, versão light
Capriles. Marqueteiros do Brasil vão ajudá-lo. Foto: AFP
Apoie Siga-nos no

A prévia celebrada por uma aliança de 20 partidos de oposição na Venezuela no domingo 12 de fevereiro teve um vencedor claro: Henrique Capriles Radonski, que em 2008 derrotou o chavista Diosdado Cabello, que buscava reeleição como governador de Miranda. Com o voto de 62% dos 2,9 milhões de participantes das primárias (e de 10% dos 18,2 milhões de eleitores no país), teve mais que o dobro de Pablo Pérez (27%), governador de Zulia e segundo colocado e deve enfrentar Hugo Chávez em 7 de outubro.

Em 2002, era prefeito de Baruta, na Grande Caracas, quando golpistas assediaram e vandalizaram a embaixada de Cuba lá situada e Capriles exigiu inspecioná-la em busca de asilados, principalmente o vice Cabello. As conexões de seu partido, Primeiro Justiça, incluem o DEM brasileiro, o Partido Conservador colombiano, o PAN mexicano e a maioria dos democrata-cristãos do continente.

A campanha lança-se, porém, como centrista, humanista e pragmática. A própria celebração da prévia, que recorreu ao órgão eleitoral oficial CNE, mostra quanto mudou o tom em relação à intransigência de 2005, quando a oposição boicotou o processo eleitoral. Capriles promete reverter estatizações e romper com o Irã, mas evita ataques pessoais a Chávez, contratou os marqueteiros cariocas Renato Pereira e Chico Mendes (que trabalharam para Sérgio Cabral e Eduardo Paes) e diz que seu modelo é “100% Lula”. Mas como sustentará seu discurso se o verdadeiro Lula apoiar Chávez?

A prévia celebrada por uma aliança de 20 partidos de oposição na Venezuela no domingo 12 de fevereiro teve um vencedor claro: Henrique Capriles Radonski, que em 2008 derrotou o chavista Diosdado Cabello, que buscava reeleição como governador de Miranda. Com o voto de 62% dos 2,9 milhões de participantes das primárias (e de 10% dos 18,2 milhões de eleitores no país), teve mais que o dobro de Pablo Pérez (27%), governador de Zulia e segundo colocado e deve enfrentar Hugo Chávez em 7 de outubro.

Em 2002, era prefeito de Baruta, na Grande Caracas, quando golpistas assediaram e vandalizaram a embaixada de Cuba lá situada e Capriles exigiu inspecioná-la em busca de asilados, principalmente o vice Cabello. As conexões de seu partido, Primeiro Justiça, incluem o DEM brasileiro, o Partido Conservador colombiano, o PAN mexicano e a maioria dos democrata-cristãos do continente.

A campanha lança-se, porém, como centrista, humanista e pragmática. A própria celebração da prévia, que recorreu ao órgão eleitoral oficial CNE, mostra quanto mudou o tom em relação à intransigência de 2005, quando a oposição boicotou o processo eleitoral. Capriles promete reverter estatizações e romper com o Irã, mas evita ataques pessoais a Chávez, contratou os marqueteiros cariocas Renato Pereira e Chico Mendes (que trabalharam para Sérgio Cabral e Eduardo Paes) e diz que seu modelo é “100% Lula”. Mas como sustentará seu discurso se o verdadeiro Lula apoiar Chávez?

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo