Mundo

Alemanha minimiza importância de ameaça dos EUA de invadir Groenlândia

Após as ameaças de Trump, o governo da Groenlândia disse nesta segunda-feira que não aceitaria uma aquisição dos EUA sob ‘nenhuma circunstância’

Alemanha minimiza importância de ameaça dos EUA de invadir Groenlândia
Alemanha minimiza importância de ameaça dos EUA de invadir Groenlândia
Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Apoie Siga-nos no

O chefe da diplomacia alemã minimizou nesta segunda-feira 12 o risco de um ataque dos Estados Unidos à Groenlândia, depois das reiteradas ameaças do presidente Donald Trump de se apoderar dessa ilha da Dinamarca, um de seus aliados na Otan.

O mandatário americano acentuou a preocupação ao declarar no domingo que tomaria a Groenlândia “de uma forma ou outra” e descartou a possibilidade de um arrendamento afirmando que precisaria de um “título” de propriedade.

Após uma reunião com o secretário de Estado americano Marco Rubio, repórteres perguntaram ao ministro de Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, sobre uma ação militar unilateral de Trump, ao que ele respondeu: “Não tenho indícios de que isto esteja sendo considerado seriamente.”

“Pelo contrário, acho que existe um interesse comum em abordar os problemas de segurança que surgem na região ártica”, disse Wadephul.

“A Otan está apenas agora em processo de desenvolver planos mais concretos a respeito, e estes serão discutidos conjuntamente com nossos parceiros americanos”, acrescentou.

A visita de Wadephul ocorre dias antes das conversas que foram realizadas esta semana em Washington entre Rubio e altos diplomatas de Dinamarca e Groenlândia, um território autônomo dinamarquês.

Após as ameaças de Trump, o governo da Groenlândia disse nesta segunda-feira que não aceitaria uma aquisição dos Estados Unidos sob “nenhuma circunstância”.

Trump apontou repetidamente o crescente nível de atividade no Ártico por parte da Rússia e China para justificar por que os Estados Unidos necessitam controlar a Groenlândia.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo