Mundo
Agonia prolongada
Concessões dos partidos à troika não devem resolver a crise
Na manhã da quinta-feira 9, o governo de Lucas Papademos anunciou um acordo entre as lideranças dos três partidos que sustentam sua coalizão. Estes aceitaram a demissão de 15 mil funcionários públicos e a redução de 22% no salário mínimo, de 751,39 euros mensais para 586. A troika FMI – União Europeia – BCE abriria mão da exigência de um corte de 20% nas pensões acima de mil euros mensais, mas em 15 dias os gregos apresentariam uma alternativa para cortar os 300 milhões que seriam poupados por essa medida.
O ministro do Trabalho, o socialista Yannis Koutsoukos, demitiu-se em protesto contra o acordo que considerou lesivo aos trabalhadores.
O outro lado tampouco ficou satisfeito.
Os ministros da Fazenda europeus foram a Bruxelas à tarde, sem esperar fechar de imediato o acordo para liberar os prometidos 130 bilhões de euros.
O alemão Wolfgang Schäuble, o de maior poder de decisão, disse aos jornalistas que “ainda não está claro” se a Grécia conseguirá reduzir o endividamento a 120% do PIB até 2020, meta que condicionaria a negociação pela qual os credores privados aceitariam um desconto de mais de 60% na parcela da dívida grega da qual são detentores.
É provável que não, menos pela relutância grega em cortar as pensões do que pelo desmoronamento de sua economia. A produção industrial em dezembro foi 11,3% inferior à do mesmo período do ano anterior e o desemprego chegou a 20,9% em geral e 48% entre os jovens de menos de 25 anos.
Na manhã da quinta-feira 9, o governo de Lucas Papademos anunciou um acordo entre as lideranças dos três partidos que sustentam sua coalizão. Estes aceitaram a demissão de 15 mil funcionários públicos e a redução de 22% no salário mínimo, de 751,39 euros mensais para 586. A troika FMI – União Europeia – BCE abriria mão da exigência de um corte de 20% nas pensões acima de mil euros mensais, mas em 15 dias os gregos apresentariam uma alternativa para cortar os 300 milhões que seriam poupados por essa medida.
O ministro do Trabalho, o socialista Yannis Koutsoukos, demitiu-se em protesto contra o acordo que considerou lesivo aos trabalhadores.
O outro lado tampouco ficou satisfeito.
Os ministros da Fazenda europeus foram a Bruxelas à tarde, sem esperar fechar de imediato o acordo para liberar os prometidos 130 bilhões de euros.
O alemão Wolfgang Schäuble, o de maior poder de decisão, disse aos jornalistas que “ainda não está claro” se a Grécia conseguirá reduzir o endividamento a 120% do PIB até 2020, meta que condicionaria a negociação pela qual os credores privados aceitariam um desconto de mais de 60% na parcela da dívida grega da qual são detentores.
É provável que não, menos pela relutância grega em cortar as pensões do que pelo desmoronamento de sua economia. A produção industrial em dezembro foi 11,3% inferior à do mesmo período do ano anterior e o desemprego chegou a 20,9% em geral e 48% entre os jovens de menos de 25 anos.
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