Mundo
Agentes do ICE em Minneapolis usarão câmeras corporais
Anúncio do governo Trump ocorre após assassinato de dois cidadãos americanos por funcionários do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) na cidade, o que gerou amplos protestos
A secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, anunciou nesta segunda-feira 2 que todos os agentes federais em Minneapolis, no estado do Minnesota, no norte dos Estados Unidos, usarão câmeras corporais, incluindo os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
A decisão ocorre em meio a amplos protestos devido ao assassinato de dois cidadãos americanos por agentes na cidade.
Em um post na rede social X, Noem prometeu que a medida deve se expandir “rapidamente” para todo o país assim que o financiamento estiver disponível. Atualmente, o governo dos EUA está parcialmente paralisado em meio a uma disputa entre republicanos e democratas sobre financiamento.
O presidente Donald Trump, que neste segundo mandato revogou uma ordem do governo Joe Biden que determinava que os agentes federais usassem câmeras corporais, mostrou-se favorável à decisão.
“As câmeras geralmente tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo”, disse no Salão Oval da Casa Branca.
Mudança após mortes
A decisão do DHS ocorre em meio a crescentes pedidos de responsabilização pelas mortes da poetisa Renee Good, de 37 anos, no dia 7 de janeiro, e do enfermeiro Alex Pretti, também de 37 anos, no dia 24 de janeiro, por agentes do ICE em Minnesota. Os apelos foram feitos até mesmo por membros do Partido Republicano, de Trump.
Pelo menos quatro policiais presentes no momento da ação contra Pretti usavam câmeras corporais, mas as imagens das câmeras ainda não foram divulgadas.
Sobre a morte de Good, o DHS ainda não respondeu se os agentes do ICE que estavam no local usavam câmeras corporais.
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