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Abraço de urso

Biden deixa-se enredar por Netanyahu e torna-se sócio da iminente catástrofe

Cumplicidade. O presidente dos Estados Unidos reforçou o apoio bélico e militar a Netanyahu e chancelou a invasão de Gaza – Imagem: Miriam Alster/AFP
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E isso? Será isso o que os maiores líderes ocidentais podem fazer enquanto a hora H se aproxima? O “gentil” Joe Biden distribuiu simpatia e dólares em uma visita de sete horas a Israel. Pequenas quantidades de ajuda pingam em Gaza. Dois de 200 reféns foram libertados. Mas não há cessar-fogo, não há “pausa humanitária” ou zona segura, não há fim para os bombardeios, não há plano de longo prazo. Crescem os temores de uma conflagração cada vez maior.

Em vez disso, há uma aquiescência ocidental relutante, embora vergonhosa, sobre o iminente ataque militar em grande escala de Israel a Gaza – com seu objetivo compreensível, mas inatingível: a erradicação definitiva do Hamas. Com mais de 4 mil palestinos mortos, o “time” do primeiro-ministro israelense, Benjamin ­Netanyahu, para usar o termo chocante escolhido por Biden, deveria receber cartão vermelho. Acabou de receber luz verde.

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